Oposição venezuelana condena suposto ataque a Capriles em aeroporto

Caracas, 8 set (EFE).- Vários líderes da oposição da Venezuela condenaram nesta quinta-feira a agressão denunciada pelo ex-candidato à presidência do país Henrique Capriles no aeroporto da Ilha Margarita, no estado de Nova Esparta, onde ele teria sido sitiado por grupos armados ligados ao chavismo.

"Que eles não pensem que ao atacarem de maneira covarde qualquer dirigente conseguirão esconder a desmoralização do regime apresentada na última sexta-feira", disse o deputado opositor por Nova Esparta, Jony Rahal, em um programa de rádio local.

O parlamentar sugeriu que o incidente com Capriles foi um incidente provocado pelo governo para ocultar o ocorrido com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, há quase uma semana, quando um grupo de pessoas o rodeou para fazer um protesto.

Capriles divulgou ontem pelas redes sociais mensagens e vídeos para mostrar a situação dentro do aeroporto da Ilha Margarita, relatando a presença de pessoas encapuzadas, supostamente armadas, que o mantiveram sitiado no terminal por cerca de quatro horas.

O opositor viajou à ilha para participar hoje da cerimônia religiosa de homenagem à Nossa Senhora do Vale, uma tradição que ocorre há 13 anos todos os dias 8 de setembro, disse Capriles.

O secretário da aliança de oposição da Mesa da Unidade Democrática (MUD), Jesus Torrealba, afirmou hoje, durante o programa de rádio que apresenta, que o aeroporto foi tomado por uma "banda paramilitar madurista" que tentava agredir ou "linchar" Capriles.

Já o presidente do parlamento da Venezuela, o também opositor Henry Ramus Allup, expressou no Twitter sua "solidariedade com Capriles diante da violência do regime contra o aeroporto".

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