Organização diz que houve "incomum atividade sísmica" na Coreia do Norte

Viena, 9 set (EFE).- A Organização de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBTO, na sigla em inglês) confirmou nesta sexta-feira (data local) que detectou o que chama de "incomum atividade sísmica" na Coreia do Norte, indicativo de um novo teste nuclear do regime comunista de Kim Jong-un.

"Estamos processando uma atividade sísmica incomum na península coreana. Mais de 25 estações estão fornecendo dados. O sinal é mais forte que em janeiro de 2016", escreveu no Twitter o secretário-geral da CTBTO, Lassina Zerbo.

Referiu-se assim ao teste nuclear anterior, em janeiro passado, quando a Coreia do Norte detonou um explosivo que disse se tratar de uma bomba de hidrogênio, o que os especialistas ainda duvidam.

A CTBTO é a organização independente da ONU que vigia o Tratado do CTBT, assinado em 1996, embora ainda não esteja em vigor por causa da falta de oito ratificações de países com grandes programas atômicos, entre eles justamente a Coreia do Norte.

Os outros países que não ratificaram ainda o CTBT são Estados Unidos, China, Egito, Israel, Irã, Índia e Paquistão.

No entanto, o CTBTO já conta com uma rede mundial de cerca de 300 estações de medição, espalhadas por todo o planeta, com o que detecta em tempo real qualquer detonação ou explosão incomum.

No passado, os sensores da CTBTO determinaram em questão de minutos que a Coreia do Norte tinha detonado uma bomba atômica.

Estes dados, não só sísmicos mas também de contaminação atômica, são recolhidos em um grande centro de dados na sede da CTBTO em Viena e enviados aos países membros.

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