Polícia tunisiana detém 2 imãs por supostos vínculos com jihadismo

Túnis, 8 set (EFE).- Agentes da polícia da Tunísia detiveram dois imãs de mesquitas próximas da capital Túnis e outras cinco pessoas por seus supostos vínculos com o radicalismo islâmico violento, informou nesta quinta-feira a imprensa local.

Os imãs, que eram os responsáveis por duas mesquitas nas localidades de Mourouj II e Ez Zahra, ao sul da capital, tinham em seu poder computadores e outros materiais digitais com arquivos que incitavam o assassinato de soldados e policiais.

A Tunísia, país no qual o fanatismo islamita está enraizado desde a década de 1980, é na atualidade o primeiro Estado do mundo em número de cidadãos que se uniram ao Estado Islâmico na Síria e no Iraque, com cerca de 5 mil voluntários, de acordo com números oficiais.

No ano passado, o país sofreu três atentados que resultaram na morte de 60 turistas e de 12 guardas presidenciais, que afundaram a economia e colocaram em xeque sua complexa transição política.

Na semana passada, efetivos da polícia tunisiana mataram dois supostos jihadistas e apreenderam várias armas e um cinturão com explosivos durante uma operação realizada no centro do país.

Segundo o Ministério do Interior, os dois supostos fanáticos muçulmanos "se preparavam para realizar um ataque" em algum ponto do país, antes de admitir que se tratou de uma operação preventiva na qual também morreu um civil.

A ação policial aconteceu quase dois dias depois que um grupo de supostos jihadistas atacou uma patrulha militar tunisiana e matou três soldados na conflituosa província de Kasserin, na fronteira com a Argélia.

Esta região montanhosa, intrincada e de difícil acesso, é desde 2011 lugar de refúgio para grupos extremistas islâmicos tunisianos e local de reunião e de passagem para jihadistas do norte da África que combatem na Líbia.

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