Talibãs entram na capital da província de Uruzgan no Afeganistão

Cabul, 8 set (EFE).- Os talibãs romperam nesta quinta-feira o cordão de segurança em torno de Trinkot, a capital da província de Uruzgan, no centro do Afeganistão, e entraram na cidade no meio de um ataque que ainda continua, informou à Agência Efe uma fonte oficial.

Os talibãs começaram o ataque contra Trinkot há três dias, vindos de diferentes lugares, e foram conquistando posições nos arredores até que hoje conseguiram entrar em algumas partes do norte e do leste da cidade, disse à Efe por telefone o porta-voz do governador provincial, Dost Muhammad Nayab.

A fonte detalhou que os combates chegaram a apenas "300 ou 500 metros" da sede do governo e do quartel da polícia.

"Todas as forças disponíveis estão lutando neste momento e a aviação militar está nos dando apoio, esperamos que nossas tropas possam controlar a situação e deter os insurgentes até a tarde", indicou Nayab.

"As coisas não estão bem", acrescentou, após explicar que, nos últimos dias, os talibãs tomaram dezenas de postos policiais e seguem avançando apesar das "duras baixas" que sofreram.

Segundo Nayab, os talibãs estão usando armamento pesado para atacar sedes governamentais, onde as forças policiais resistem.

Se for confirmada a tomada de Trinkot por parte dos talibãs, esta será a segunda vez que o maior grupo insurgente do país conquista uma cidade desde que foram removidos do poder com a invasão americana em 2001.

Em setembro do ano passado, os talibãs chegaram a tomar durante alguns dias a cidade de Kunduz, sua maior vitória militar desde 2001, o que resultou em uma operação de grandes dimensões com apoio aéreo dos Estados Unidos para recuperar essa capital do norte do país.

Os talibãs vêm ganhando posições nos últimos meses, tanto na província de Kunduz como em Helmand, no sul, cuja capital mantiveram sitiada durante meses e onde continuam os combates.

De acordo com fontes americanas, os talibãs controlam atualmente cerca de um terço de país, em meio a uma escalada da violência que começou com o fim da missão militar da Otan em 1º de janeiro de 2015.

A atual missão da Otan, Apoio Decidido, conta com cerca de 13 mil efetivos em trabalhos de assistência às tropas afegãs e, segundo os planos da Aliança, continuará até o fim de 2016, um ano a mais que o previsto, devido à situação de insegurança no Afeganistão.

Os Estados Unidos mantêm 9.800 efetivos em missão de combate, dos quais preservará 8.400 para o próximo ano, depois que o presidente Barack Obama decidiu voltar atrás em seu propósito inicial de reduzir pela metade o número de soldados para 2017.

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