Turquia prende 151 pessoas por ligação com clérigo acusado de ordenar golpe

Ancara, 8 set (EFE).- A polícia da Turquia lançou nesta quinta-feira uma operação para prender 151 militares, empresários e servidores públicos acusados de terem ligação com o clérigo exilado Fethullah Güllen, que o governo do país responsabiliza de orquestrar a tentativa fracassada de golpe de Estado ocorrida em julho.

A agência "Dogan" informou que a Promotoria de Istambul ordenou a prisão de 92 pessoas em 15 províncias diferentes, entre eles 82 militares, incluindo seis generais, um policial, três professores e seis pessoas que não tiveram seus trabalhos revelados. Também foram presos 27 empresários acusados de pertencer à confraria de Gülen.

Já havia outros 21 empresários sob custódia e a previsão é que o número de detidos aumente ao longo do dia.

Além disso, foram presas 32 pessoas na província de Esmirna. Ontem, em outra operação na região, os policiais já tinham detido 37 militares e servidores por supostos vínculos com o clérigo.

Milhares de pessoas de vários setores da sociedade turca foram presas desde a tentativa de golpe de Estado no país e cerca de 60 mil funcionários públicos foram demitidos.

Os partidos da oposição e os críticos do governo denunciam que as prisões e demissões se transformaram em uma caça às bruxas. E afirmam que entre os detidos há pessoas que nunca tiveram ligação com Gülen, tendo inclusive combatido a confraria do clérigo.

Após uma reunião ontem, o governo da Turquia anunciou que revisará as demissões para verificar se houve erro.

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