Acordo entre Rússia e EUA teria impacto humanitário e político, diz ONU

Genebra, 9 set (EFE).- O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, disse nesta sexta-feira que se Rússia e Estados Unidos chegarem hoje a um novo acordo de cessar-fogo na Síria, o impacto será positivo não só em termos humanitários, mas tornaria possível a retomada das negociações de paz.

"Se as conversas tiverem sucesso, isto marcaria uma diferença importante quanto ao fim das hostilidades e ao acesso humanitário, e traria um impacto positivo para retomar o processo político", declarou De Mistura aos jornalistas.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, e seu homólogo americano, John Kerry, estão reunidos em Genebra para tentar fechar um acordo sobre uma trégua em Aleppo e para o acesso de ajuda vital em localidades com população civil que estão militarmente cercadas na Síria.

De Mistura, que foi mediador nas negociações diplomáticas, disse que é prioritário que Kerry e Lavrov finalizem suas reuniões de hoje com um acordo e que façam o possível para que isto aconteça.

Sobre o conflito no terreno, o mediador disse que a situação no leste de Aleppo - a segunda cidade mais importante da Síria até o início da guerra civil - gera "cada vez mais preocupação".

O problema mais urgente nessa região - segundo De Mistura - é a falta de alimentos, mas o diplomata também comentou que, dentro de muito pouco tempo, o combustível também deve acabar e será interrompido o fornecimento de energia elétrica e água.

A população de Aleppo, tanto do leste, que é controlado pelos rebeldes, como do oeste, que é dominado pelo regime sírio, está conectada a uma mesma rede de abastecimento de água e sofre com graves interrupções deste serviço básico.

"A situação do leste de Aleppo é muito urgente. Mais agora do que antes", afirmou De Mistura.

Esta cidade se transformou em um símbolo ao longo de cinco anos e meio de conflito, que as forças governamentais e os grupos rebeldes tentaram conquistar em várias ocasiões, mas só conseguiram estabelecer domínios por setores.

De Mistura respondeu também às críticas recentes sobre a suposta ineficácia da ONU para chegar aos lugares onde os civis necessitam de ajuda mais urgente, ao afirmar que "todas as nossas dificuldades estão relacionadas com uma única palavra, a guerra".

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