Ban Ki-moon pede "ações adequadas" após novo teste nuclear norte-coreano

Nações Unidas, 9 set (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta sexta-feira nos termos "mais firmes possíveis" o novo teste nuclear da Coreia do Norte e pediu ao Conselho de Segurança que adote as "ações adequadas".

"Estamos profundamente preocupados pelas contínuas provocações" da Coreia do Norte por seus testes nucleares e de mísseis, afirmou Ban em um breve contato com os jornalistas antes que o Conselho de Segurança se reúna para analisar este tema.

A televisão oficial norte-coreana informou hoje que o regime de Pyongyang realizou nas últimas horas seu quinto teste nuclear, coincidindo com o 68° aniversário da fundação desse país.

A detonação atômica, que a ONU considera ser a mais potente, aconteceu na base de Punggye-ri, no nordeste do país, o mesmo lugar onde a Coreia do Norte já detonou explosivos nucleares em 2006, 2009, 2013 e em janeiro deste ano.

Em suas declarações aos jornalistas, Ban qualificou esta ação como "outra descarada violação" das resoluções do Conselho de Segurança contra destes testes nucleares da Coreia do Norte.

"Pela quinta vez nos últimos anos, a Coreia do Norte foi o único país que violou as leis internacionais contra os testes nucleares", afirmou o secretário-geral da ONU.

"Este ato inaceitável -acrescentou- põe em perigo a paz e a segurança na região e representa outra lembrança gráfica da urgente necessidade de fortalecer o regime global para proibir os testes nucleares".

Ban disse que, por causa desta prova de hoje, esperava que o Conselho de Segurança "siga unido e tome ações apropriadas". "Devemos romper urgentemente este acelerado espiral na escalada" destas provas, acrescentou o secretário-geral da ONU.

O secretário-geral insistiu, além disso, que o Conselho de Segurança, o principal órgão de decisões da ONU, deve aprovar uma "forte advertência" contra o regime de Pyongyang.

"Todos os membros da ONU têm que cumprir completamente com as resoluções" das Nações Unidas, insistiu Ban.

O diplomata sul-coreano expressou, além disso, frustração com a atitude da Coreia do Norte e lamentou não ter sido capaz, como chefe das Nações Unidas, de "materializar os desejos e aspirações da comunidade internacional" neste âmbito.

"Estive fazendo todo o possível para melhorar o que fosse possível" em relação com Coreia do Norte, afirmou Ban, que garantiu que seguirá com esses esforços até que abandone o cargo.

"Sinceramente espero que as autoridades da República Popular Democrática de Coreia escutem as chamadas da comunidade internacional e atuem como um Estado membro da ONU", acrescentou. EFE

ag-mvs/ff

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