Carolina do Norte abre contagem regressiva para eleições nos EUA

Charlotte (EUA), 9 set (EFE).- A contagem regressiva para as eleições presidenciais de 8 de novembro nos Estados Unidos começou nesta sexta-feira com o início do processo para votação por correio na Carolina do Norte, o primeiro estado a fazê-lo.

A partir de hoje, os eleitores registrados podem solicitar as cédulas de votação à Comissão Estadual de Eleições e, após recebidas, enviá-las já preenchidas à administração do condado onde moram.

"As pessoas não têm que dar uma razão para votar por correio na Carolina do Norte, só devem preencher uma solicitação de cédula", disse à Agência Efe Carlos Casallas, da junta eleitoral do estado.

Os republicanos são favorecidos historicamente pelo voto por correio na Carolina do Norte, um dos estados sem tendência por um dos dois grandes partidos do país (os chamados "swing states").

No entanto, a última pesquisa da Universidade Quinnipiac sobre as intenções de voto em quatro "swing states", divulgada na quinta-feira, indica que a candidata democrata Hillary Clinton tem vantagem sobre o republicano Donald Trump na Carolina do Norte (47% a 43%) e na Pensilvânia (48% a 43%).

Por outro lado, o empresário republicano supera a concorrente democrata por um ponto em Ohio (46% a 45 %), e ambos estão empatados em 47% na Flórida.

As pesquisas de abrangência nacional mostram que, a 60 dias das eleições, não se vislumbra quem dos dois será o vencedor e que a imagem de Hillary e de Trump é mais negativa do que positiva.

"Quero garantir meu voto e apresentar minha voz nestas eleições tão importantes. Por isso já solicitei o voto por correio. Com meus 80 anos, não posso esperar em longas filas nos locais de votação e considero que esta é a maneira mais prática", disse hoje à Efe Rosa Suárez, que nasceu na Argentina e vive na Carolina do Norte.

Com um ambiente político em ebulição e com contínuas visitas dos candidatos à Carolina do Norte, como a que Hillary fez nesta quinta-feira a Charlotte, maior a cidade do estado, as organizações e grupos de base latinos redobram os esforços não só para registrar eleitores, mas para incentivar a participação.

"Se unirmos esforços, é possível conseguir essa meta. Nossa campanha se baseia nos eixos de educação e participação cívica, registro e depois um banco de chamadas para assegurar que essas pessoas possam votar", afirmou Mauricio Castro, dirigente do Congresso de Organizações Latinas.

De acordo com a comissão eleitoral, até ontem 152.130 pessoas tinham se declarado como latinas, o que representa 2,27% do eleitorado na Carolina do Norte. No entanto, algumas ONGs consideram que há 190.000 integrantes desta comunidade que ainda não se registraram para votar e estão habilitadas a fazê-lo.

Uma pesquisa do grupo America's Voice revela que somente 12% dos eleitores latinos na Carolina do Norte devem votar em Trump e 81% têm uma imagem negativa do candidato republicano, que disse querer deportar os 11 milhões de imigrantes ilegais que acredita-se que há nos EUA, além de construir um muro ao longo da fronteira com o México.

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