ONU alerta que a Coreia do Norte está aprimorando sua tecnologia nuclear

Viena, 9 set (EFE).- A detonação de uma bomba nuclear anunciada nesta sexta-feira pela Coreia do Norte é mais um passo rumo ao aperfeiçoamento de sua tecnologia, alertou em Viena, a capital da Áustria, Lassina Zerbo, secretário-geral da Organização de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBTO, sigla em inglês).

"É aterrorizador. Porque enquanto falamos de sanções, a Coreia do Norte segue anunciando testes nucleares", afirmou o especialista de Burkina Fasso em entrevista coletiva.

Zerbo disse que este quinto teste nuclear norte-coreano parece ter sido "ligeiramente" mais potente que o realizado em janeiro deste ano.

Aquela detonação provocou um terremoto de magnitude 4,9 na escala Richter, mas agora chegou a 5,04, segundo Song Young-wan, embaixador da Coreia do Sul na ONU em Viena.

O diplomata asiático indicou que, segundo as informações de seu país, a detonação teve uma potência de 10 quilotons de TNT, similar ao teste de janeiro.

Zerbo disse que os dados das estações de medição do CTBTO indicam uma magnitude de 5 pontos na escala Richter.

O teste nuclear mostra, segundo Zerbo, que não se pode esperar mais para que entre em vigor o tratado que proíbe definitivamente os testes atômicos.

"Quantos mais testes a Coreia do Norte fizer, mais capacidade técnica em relação ao desenvolvimento de armas atômicas ela terá. Será tarde demais quando nos dermos conta para falar de desnuclearização, porque será mais e mais difícil", advertiu o secretário-geral da CTBTO.

Zerbo indicou que, até o momento, não foi possível detectar emissões de isótopos radioativos procedentes da explosão e que acredita que nos próximos dias esses dados estarão disponíveis para confirmar que o abalo sísmico foi causado por uma detonação nuclear.

O funcionário da ONU pediu à comunidade internacional que atue prontamente para assegurar a entrada em vigor do tratado de proibição de teste atômicos, aprovado há 20 anos e que ainda precisa da ratificação de oito países: Coreia do Norte, Estados Unidos, China, Egito, Israel, Irã, Índia e Paquistão.

Zerbo citou como exemplo o acordo alcançado no ano passado com o Irã para assegurar que seu programa atômico é pacífico após mais de uma década de conflito entre Teerã e a comunidade internacional.

A Coreia do Norte realizou seu primeiro teste atômico em 2006 e, desde então, repetiu as detonações em 2009, 2013 e em janeiro deste ano.

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