Autora de atentado fracassado em Paris é acusada por terrorismo

Paris, 10 set (EFE).- Uma das autoras do atentado fracassado do último fim de semana no centro de Paris com um carro carregado de botijões de gás foi acusada neste sábado de tentativa de terrorismo.

A Promotoria de Paris indicou que o juiz aceitou as acusações contra Ornella G. pelos crimes de filiação a organização terrorista com intenção de cometer crimes e de tentativa de homicídio terrorista em grupo organizado.

Seu companheiro, um homem de 34 anos que tinha sido preso com ela quando ambos viajavam acompanhados dos filhos em uma estrada no sudeste da França, aparentemente indo em direção à Espanha, foi libertado hoje após ter permanecido quatro dias preso.

Ornella já era fichada pelos serviços secretos da França, que sabiam de seus projetos para viajar à Síria com o objetivo de se filiar a grupos jihadistas.

O promotor de Paris, François Molins, explicou ontem que as impressões digitais dela estavam no Peugeot 607 abandonado a poucas centenas de metros da catedral Notre Dame, um dos principais pontos turísticos da cidade, com cinco botijões de gás, três galões de gasolina e meio cigarro sendo consumido pelo fogo.

Todos os elementos, segundo os peritos, foram colocados para provocar uma explosão. Molins disse que os investigadores estão convencidos que o fato de o carro estar mal estacionado e com o pisca-alerta ligado indicavam que ela queria cometer um atentado.

Há elementos materiais ligando outras duas pessoas ao ataque. Inés Madani, filha do proprietário do veículo, de 19 anos, é uma delas. Os investigadores ainda tentam confirmar se Sara Hervoeut, de 23 anos, também estava com elas durante a tentativa de atentado.

Assim como Ornella, Sara e Inés também estavam fichadas pelos serviços secretos franceses por terem viajado à Síria. As duas foram presas na quinta-feira à tarde junto com Amel Sakaou, de 39 anos, que as alojou em sua própria casa em Boussy Saint Antoine.

A polícia encontrou as duas graças à vigilância de seus telefones celulares. As gravações também levaram os investigadores a crer que elas estavam preparando uma ação violenta, o que levou à prisão.

Segundo Molins, elas estavam sendo guiadas a distância por membros do Estado Islâmico (EI) que estão na Síria.

O jornal "Le Monde" e a emissora "France 2" afirmaram hoje que Sara e Inés estavam em contato com um francês bem conhecido pelos serviços secretos, Rachid Kassim, que, entre outras coisas, foi o inspirador da decapitação de um padre em Saint-Étienne du Rouvray.

Kassim aproveitou a publicidade das prisões das duas mulheres para divulgar mensagens pelo aplicativo Telegram e tentar incitar outras pessoas a tomá-las como exemplo e praticarem atentados.

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