Em nova violação de trégua, 3 soldados ucranianos morrem no leste do país

Kiev, 10 set (EFE).- Três soldados ucranianos morreram em combates com as milícias separatistas do leste do país, em uma nova violação da trégua declarada no país desde 2015.

"Nas últimas 24 horas em ações militares, três soldados ucranianos morreram e outro ficou ferido", afirmou em entrevista coletiva o porta-voz do Ministério da Defesa, Andrei Lisenko.

Os militares passaram por cima de uma mina terrestre em uma estrada perto da cidade de Marinka, na região de Donestk.

As autoridades separatistas acusam as forças governamentais de violar o cessar-fogo em mais de cem ocasiões com tiros de artilharia, morteiro, lança-granadas e blindados.

Ambos os lados acertaram no fim de agosto uma trégua para ser iniciada em setembro. No entanto, como ocorreu no ano passado, os confrontos foram retomados pouco depois.

O secretário-geral da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Lamberto Zannier, pediu ontem que as partes envolvidas no conflito respeitem o cessar-fogo em vigor desde a assinatura dos acordos de Minsk em fevereiro de 2015.

"Temos feito grandes esforços desde o início do ano para conseguir um cessar-fogo. Infelizmente, registramos muitas violações. Por isso, quero pedir a ambas as partes que cumpram os acordos e respeitem o regime de trégua", disse Zannier em Kiev.

O diplomata italiano destacou que nos territórios controlados pelas milícias separatistas pró-russas se observa uma "especial falta de respeito" ao cessar-fogo e aos acordos de Minsk.

As negociações de paz estão estagnadas, entre outras coisas, pela falta de entendimento sobre a realização de eleições nas zonas controladas pelos separatistas. Kiev exige garantias de segurança e a presença de observadores internacionais.

Além disso, a Ucrânia reivindica o controle da fronteira entre as regiões de Donestk, Lugansk e o território russo. Já Moscou pede ao governo do país vizinho que primeiro aprove uma lei que garanta status especial às zonas separatistas.

A Rússia afirmou nesta semana que a Ucrânia não recuperará o controle sobre sua fronteira até a realização de eleições nas regiões separatistas.

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