Londres pede que Assad resposta ao plano de transição da oposição síria

Londres, 10 set (EFE).- O ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, elogiou neste sábado o acordo alcançado pelos Estados Unidos e Rússia para uma trégua na Síria e pediu ao regime de Bashar al-Assad que responda o plano de transição política apresentado esta semana em Londres pela oposição síria.

Em comunicado, Johnson elogiou os esforços do secretário de Estado americano, John Kerry, e pediu ao governo sírio e "a todos os países com influência" que façam "o necessário" para executar a cessação das hostilidades.

"Em particular, é vital que o regime de Damasco cumpra com suas obrigações, e peço à Rússia que use sua influência para assegurar que isto acontecerá", afirmou.

"Todos serão julgados por suas ações", disse o chefe do Foreign Office.

Johnson acredita que o acordo de ontem à noite na Suíça "sirva para desbloquear o fluxo de ajuda que desesperadamente necessita o povo sírio, particularmente em Aleppo, e crie o espaço necessário para um processo político crível baseado no Comunicado de Genebra".

O ministro lembrou que o Comitê Negociador Sírio (HNC, em inglês) apresentou na quarta-feira em Londres um plano de transição em três fases para resolver o conflito e pediu ao governo de Assad "que responda com ideias próprias convincentes, e não com bombardeios, artilharia e assédios".

O HNC, que aglutina facções políticas e armadas da oposição síria-, expôs o documento "Visão para a Síria" na reunião multilateral em Londres, onde participaram representantes de países do Oriente Médio, da União Europeia e dos Estados Unidos.

O plano opositor conta de uma primeira fase de seis meses de negociações entre a oposição e Assad, baseado no Comunicado de Genebra, aprovado em 2012 e que estipula a criação de um governo interino na Síria com membros do regime e da oposição.

A essa primeira etapa, seguiria um período de transição de um ano e meio, que começaria com o estabelecimento de um órgão do governo de transição com poderes executivos plenos.

Segundo isto, Assad abandonaria o poder e seria redigida a minuta de uma nova constituição, estabelecendo um sistema político democrático e pluralista.

O terceiro prazo do plano contempla acordar mudanças na Constituição, a aplicação dos acordos resultantes do diálogo nacional e a convocação de eleições sob a supervisão e o apoio técnico da ONU.

O acordo fechado em Genebra pelos EUA e Rússia consiste em uma cessação das hostilidades na Síria que começará na próxima segunda-feira e que estará seguido de ataques coordenados contra posições dos grupos terroristas Al Nusra e Estado Islâmico, com a entrada em paralelo de ajuda humanitária.

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