Opositor ELS apoia acordo "de reconciliação" na Síria com ressalvas

Beirute, 10 set (EFE).- O líder do opositor Exército Livre Sírio (ELS), general Ahmed Khaled Birri, afirmou neste sábado que seu grupo aceita qualquer "acordo de reconciliação no país", mas rejeitou que "os Estados Unidos e Rússia imponham suas próprias condições".

O dirigente do ELS explicou à Agência Efe sua postura após o anúncio feito hoje por parte de Moscou e Washington de um pacto para um cessar-fogo na Síria a partir da segunda-feira, 12 de setembro.

"Estamos de acordo com qualquer operação de reconciliação em nosso país que alivie o sofrimento, mas ainda não recebemos nenhum texto do acordo por parte dos EUA ou Rússia; o conhecemos através das agências de notícias", apontou Birri.

O dirigente opositor acrescentou que nem Washington e nem Moscou mantiveram contatos com o ELS para tratar sobre este acerto.

No entanto, "se o regime cumprir com o cessar-fogo e detiver os bombardeios, pode ser que nós o cumpramos, mas é preciso levar em conta que este acordo não se aplica ao Hezbollah e nem aos iranianos, além de outras facções", destacou.

Birri exigiu também que seja cumprida a resolução 2254 da ONU para que acabem os assédios, os bombardeios definitivamente e os refugiados possam retornar para suas casas.

O governo de Damasco anunciou hoje sua aceitação ao acordo de cessar-fogo, segundo informaram fontes sírias "conhecedoras" do mesmo e citadas pela agência oficial de notícias "Sana".

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