Putin faz discurso para multidão na Praça Vermelha no Dia de Moscou

Moscou, 10 set (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez neste sábado um discurso para milhares de pessoas na Praça Vermelha para celebrar o Dia de Moscou, ato que coincide com a reta final da campanha das eleições legislativas da próxima semana.

"Moscou e Rússia são dois conceitos indivisíveis. Se escoraram ao longo de centenas de anos para superar os testes mais duros e conseguir grandes vitórias", afirmou Putin em uma tribuna montada a poucos metros do Kremlin, sede do Executivo do país.

Putin aproveitou o 869º aniversário da fundação da capital russa para inaugurar uma nova linha do sistema de trens urbanos e elogiar a gestão do prefeito da cidade, Sergei Sobianin, uma das lideranças de seu partido, o Rússia Unida.

O presidente, inclusive, andou na nova linha, pegando um trem na estação de Luzhniki, perto do estádio olímpico, e indo até a Praça Gagarin, que abriga uma estátua de metal do primeiro cosmonauta da história mundial. Logo depois, o trecho foi aberto ao público.

"Moscou é uma das cidades mais bonitas do mundo e a cada ano seu entorno urbano é mais confortável", disse o líder russo, que nasceu em São Petersburgo, destacando a construção das novas linhas de metrô na cidade, algo vital para acabar com os engarrafamentos.

Esse foi o primeiro ato de Putin desde de o início da campanha. O Rússia Unida é proibido por lei de utilizar a imagem do presidente, mas pode sim usar frases extraídas de seus discursos públicos.

Segundo as pesquisas, o Rússia Unida tem 44% das intenções de voto. Por isso, de acordo com os analistas, a vitória dependerá de uma baixa participação, motivo pelo qual o pleito foi adiantado de dezembro para setembro. A estratégia tem dado certo, porque menos da metade dos russos pretende ir às urnas.

Putin tem reiterado a importância de as eleições para a Duma, a Câmara dos Deputados russa, seja legítima e não gere dúvidas entre os cidadãos. As denúncias de fraude no último pleito legislativo, realizado em dezembro de 2011, geraram os maiores protestos antigoverno em duas décadas.

Ao contrário de outras ocasiões, as eleições presidenciais não serão celebradas três meses depois das parlamentares, mas em 2018. No entanto, estão cada vez mais intensos os rumores de que Putin antecipará o pleito para 2017 devido à crise econômica do país.

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