Argentina admite preocupação após detectar que EI treinou cidadãos do país

Buenos Aires, 11 set (EFE).- O secretário de Segurança da Argentina, Eugenio Burzaco, admitiu neste domingo estar preocupado com a presença de possíveis jihadistas no país depois da descoberta que cidadãos argentinos foram treinados pelo Estado Islâmico (EI).

"É algo que realmente nos preocupa, porque sabemos que eles estiveram em zonas quentes do conflito, na Síria ou no norte do Iraque. Há cidadãos que foram e voltaram para cá ou para países vizinhos, como o Uruguai", afirmou o responsável pela Secretaria de Segurança ao jornal "Primera Edición", da província de Misiones.

"Estamos trabalhando para evitar o fenômeno de células adormecidas porque a experiência nos diz que uma ou duas pessoas com poucos recursos, mas muita decisão, podem provocar um desastre, como infelizmente ocorreu na Europa e nos Estados Unidos", completou.

Perguntado sobre um alerta disparado há algumas semanas por uma agência russa sobre o treinamento de extremistas dentro do território argentino, Burzaco disse que a suspeita não se confirmou.

"Trabalhamos muito na tríplice fronteira trocando informações e inteligência com Brasil e Paraguai. O terrorismo é um tema que nos preocupa e nos obriga a cruzar dados. Nesse sentido é que criamos que chamamos de 'centros de fusão, para onde convergem áreas de inteligência de distintas forças para compartilhar informação. Estamos de olhos abertos", garantiu o secretário.

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