Conservadores vencem eleições antecipadas na Croácia

Vesna Bernardic.

Zagreb, 11 set (EFE).- Dez meses depois das últimas eleições na Croácia, a vitória deste domingo dos conservadores no pleito antecipado abre as portas para sequência da coalizão de centro-direita, criada em janeiro e que durou seis meses, no poder.

Com 84% dos votos apurados, a União Democrática Croata (HDZ), liderada pelo eurodeputado Andrej Plenkovic, obteve 61 dos 151 deputados do parlamento, cinco a mais do que em novembro. Já o Partido Social-Democrata (SPD), do ex-primeiro-ministro Zoran Milanovic, ficou com 54, cinco a menos do que o último pleito.

O resultado contrariou a previsão das pesquisas de boca de urna, que primeiro indicaram uma vitória dos social-democratas por uma única cadeira e depois um empate com cada partido com 57 deputados.

"Garanto que o futuro governo croata será estável, em benefício dos cidadãos, orientado para a Europa, como nos aconselharam nossos amigos do Partido Popular Europeu", disse Plenkovic em discurso de vitória após a divulgação dos resultados oficiais.

O líder da HDZ prometeu que suas prioridades serão a estabilidade política, o desenvolvimento econômico e a justiça social.

O terceiro partido mais votado foi o centrista Most. Depois de estrear nas urnas em novembro obtendo 19 deputados, um grande resultado, agora a legenda terá 12 cadeiras. De qualquer forma, seguirá como chave para a governabilidade no país.

Após as últimas eleições, vencidas pelo SPD, o Most formou com a HDZ um instável governo que durou apenas seis meses devido às grandes tensões internas da própria coalizão.

"Hoje não foi um dia feliz para a Croácia. Tivemos um governo instável, destrutivo. A Croácia não pode voltar a repetir uma experiência", lamentou o prefeito de Zagreb, Milan Bandic, que viu seu partido obter apenas duas cadeiras no pleito.

Já Fred Matic, da cúpula do SPD, não escondeu sua decepção com o resultado, que considerou como um retorno à situação de novembro: uma instável coalizão entre Most e HDZ. A diferença agora é que os conservadores são liderados por Plenkovic, considerado como mais moderado e menos nacionalista que seu antecessor.

"Tivemos que gastar 150 milhões de kunas (20 milhões de euros) na eleição para mudar uma única pessoa", comentou Matic.

Plenkovic, jurista, diplomata e atualmente eurodeputado, substituiu Tomislav Karamarko no comando da HDZ em junho. O ex-líder renunciou ao posto após um escândalo de conflito de interesses que provocou também a queda do governo.

A HDZ poderia montar uma coalizão com o Most e outros partidos menores, garantindo 83 deputados, acima dos 76 necessários para obter uma maioria absoluta no parlamento. Sem isso, o governo teria dificuldade para executar as reformas necessárias para recuperar a economia do país, uma das mais frágeis da União Europeia.

A economia da Croácia saiu em 2015 de uma recessão que durou seis anos, nos quais acumulou uma contração de 12%. Neste ano, o PIB deve avançar 2%. Já o desemprego no país chega a casa dos 16%.

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