Lukashenko anuncia retorno de embaixador americano a Minsk

Moscou, 11 set (EFE).- O líder de Belarus, Aleksandr Lukashenko, anunciou neste domingo o retorno do embaixador americano após oito anos de ausência, depois das próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos.

"Com toda segurança, haverá um novo embaixador dos EUA. Já acordamos", disse Lukashenko em entrevista coletiva, coincidindo com o pleito legislativo de Belarus.

A última embaixadora dos Estados Unidos em Minsk foi Karen Stewart, que deixou o cargo em março de 2008 em meio a tensões bilaterais, devido às sanções impostas por Washington a empresas bielorrussas.

Pouco depois, a KGB bielorrussa denunciou a desarticulação de uma rede de espionagem dos EUA e Minsk considerou "persona non grata" todo pessoal da embaixada americana, com exceção de cinco diplomatas.

Lukashenko, considerado o último ditador da Europa, afirmou hoje que esse problema será solucionado após o resultado das eleições presidenciais de novembro nos EUA.

A respeito, se mostrou convencido que o novo líder será o candidato republicano, Donald Trump, pois, segundo sua opinião, Estados Unidos não está preparado para uma mulher presidente, embora seja alguém "tão experiente como Hillary Clinton".

Quanto à melhora das relações com a União Europeia (UE), negou que isso vá repercutir na cooperação com a Rússia, de cujos subsídios energéticos e importações depende a economia nacional.

"É uma completa bobagem. No leste vivem nossos irmãos. Estaremos sempre com eles. Podemos chocar, discordar ou coincidir, mas sempre estaremos juntos", insistiu.

Belarus celebra hoje eleições parlamentares com poucas opções para a oposição democrática, que não conta com nenhum deputado na câmara baixa do parlamento.

Os observadores ocidentais nunca reconheceram como democráticos os pleitos em Belarus, sejam presidenciais ou parlamentares.

Contudo, Lukashenko conseguiu normalizar as relações com a União Europeia ao libertar todos os presos políticos, além de se negar a reconhecer a anexação russa da Crimeia e a apoiar os separatistas pró-Rússia no leste da vizinha Ucrânia.

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