Obama reitera que Estados Unidos "nunca esquecerão" da tragédia de 11/9

Raquel Godos

Washington, 11 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lembrou neste domingo as vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, em seu 15° aniversário, e insistiu que o país "nunca esquecerá" a tragédia e nem os que perderam "suas preciosas vidas" nela.

Em um ato comemorativo no Pentágono, um dos três locais que sofreram ataques terroristas naquele dia há 15 anos, Obama ressaltou que "a melhor maneira" de homenagear os que morreram então é "continuar sendo" os mesmos como nação.

"A homenagem mais perdurável para aqueles que perdemos é que os Estados Unidos continuem sendo o que eram", disse o líder em um ato que realizado coincidindo com a hora na qual um dos aviões que participaram dos atentados, se chocou contra as instalações do Pentágono.

"Renovamos o amor e a fé que nos une como uma família americana. (...) Nos mantemos fiéis ao espírito deste dia defendendo não só nosso país, mas nossos ideais", acrescentou Obama.

O presidente americano, em seu último aniversário da tragédia como líder, disse que os sobreviventes dos atentados ocorridos em 11 de setembro, nos quais morreram mais de 3 mil pessoas, são para ele e para o país "uma inspiração".

"Em sua dor nos lembraram que, juntos, não há nada que os americanos não podem superar", reiterou.

O líder também aproveitou a comemoração para abordar as ameaças terroristas que o país enfrenta, e garantiu que "grupos como Al Qaeda e o Estado Islâmico (EI) sabem que nunca serão capazes de derrotar uma nação tão grande e forte como os EUA."

"Por isso, por outro lado -continuou-, trataram de aterrorizar com a esperança de poder avivar suficiente medo para que nos voltemos uns contra outros e poder mudar o que somos ou como vivemos".

Obama afirmou que a ameaça que o país enfrenta hoje em dia evoluiu desde aquele 11/9, e após dar respostas "devastadoras à Al Qaeda" e acabar com Osama bin Laden, são os lobos solitários que agora atacam desde "Boston a San Bernardino ou Orlando".

"E é por isso que é tão importante que reafirmemos nosso caráter como nação. (...) Nossa herança multicor não é uma fraqueza; ainda é, e será sempre, uma de nossas maiores fortalezas. Este são os EUA que foram atacados em setembro de 2001. Este é o país ao qual devemos permanecer fiéis", acrescentou.

Acompanhado pelo secretário de Defesa, Ash Carter, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Joseph Dunford, Obama foi às instalações do Pentágono após guardar um minuto de silêncio no Salão Oval, segundo apontaram fontes da Casa Branca.

O voo 77 da American Airlines foi o terceiro a se chocar naquele dia, nessa ocasião contra as instalações do Pentágono, depois que cinco terroristas sauditas sequestraram a aeronave que partiu do Aeroporto Internacional de Dulles, em Washington, com destino a Los Angeles.

Quando tinha apenas 35 minutos de voo, os jihadistas tomaram o controle do avião e fizeram com que se chocasse contra uma das fachadas do Pentágono, sede da defesa americana, causando a morte a 125 pessoas dentro do edifício e das 64 que estavam a bordo.

Paralelamente ao ato comemorativo presidido por Obama, em Nova York, onde se chocaram os dois primeiros aviões contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, foram realizadas hoje diversos homenagens às vítimas.

Naquele 11 de setembro uma quarta aeronave caiu no meio do estado da Pensilvânia depois que os passageiros enfrentaram os terroristas para tentar retomar o controle da aeronave.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos