Assad afirma que governo quer retomar todo o território sírio

Beirute, 12 set (EFE).- O presidente sírio, Bashar al Assad, afirmou nesta segunda-feira que seu governo quer retomar o controle total da Síria, em declarações feitas durante uma caminhada pela cidade de Daraya, ao sudoeste de Damasco, e divulgadas em um vídeo de seu escritório.

"O Estado sírio está determinado a retomar todas as regiões (nas mãos) dos terroristas", disse o líder, apesar de hoje estar previsto entrar em vigor o cessar-fogo, estipulado pelos Estados Unidos e a Rússia, no país.

"Viemos aqui (em referência a Daraya) para substituir a falsa liberdade pela verdadeira que começa com a volta da segurança, continua com a reconstrução e acaba com uma decisão nacional independente", acrescentou ele.

Assad disse que quer dirigir esta mensagem aos cidadãos e aos "que trabalharam contra à Síria, especialmente, os países imersos diretamente na conspiração contra o país e que apoiam os terroristas". Em alusão aos combatentes em áreas fora do controle do governo, o presidente pediu "a todos os sírios para se encaminharem rumo à reconciliação".

"Quando digo isto, assumo que a maioria dos sírios é patriota e que a maioria dos que estão nas zonas nas mãos dos armados está disposta a retornar ao seio da nação. Aos que insistem em continuar sendo meros instrumentos de um punhado de dólares digo apenas que as Forças Armadas continuam seu trabalho sem hesitar e sem trégua, e independentemente das condições internas e externas", destacou o presidente.

Durante a gravação, Assad é visto acompanhado por uma grande delegação governamental andando pelas devastadas ruas de Daraya. Em uma mesquita da cidade, o presidente participou da reza pelo "Eid al-Adha", a Festa do Sacrifício, que ocorre hoje.

Em 25 de agosto, as autoridades e os rebeldes de Daraya fecharam um acordo com o qual opositores se comprometeram a entregar suas armas e permitir a evacuação com o compromisso do governo de não agir contra os insurgentes. Dois dias depois, Daraya ficou totalmente vazia, após a saída de 3.200 civis e 800 rebeldes da cidade, que esteve sitiada pelo Exército durante quatro anos.

A importância estratégica de Daraya está em sua proximidade com o Aeroporto Militar de Mezze e com a estrada que liga Damasco ao Líbano.

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