Cameron renuncia a sua cadeira no parlamento britânico

Londres, 12 set (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou nesta segunda-feira sua intenção de renunciar a sua cadeira no parlamento britânico, dois meses após ter deixado a chefia de governo.

Cameron, de 49 anos e que renunciou ao cargo de premiê após o referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), deixará vacante o assento correspondente ao distrito de Witney, que ocupava desde 2001.

O político conservador afirmou em comunicado que sua presença na Câmara dos Comuns poderia ser uma "distração" frente às "importantes decisões" que sua sucessora, Theresa May, enfrentará nos próximos meses.

"Apoio Theresa May totalmente e acredito plenamente que o Reino Unido vai prosperar sob sua sólida liderança", afirmou Cameron, que espera construir uma nova "vida fora de Westminster", mas que não ofereceu detalhes sobre seus planos de futuro.

"Espero continuar tendo um papel de serviço público e fazer contribuições reais e úteis ao país que amo", afirmou o ex-líder conservador, que com sua renúncia abre o processo para realizar uma eleição parcial em seu distrito.

Em uma entrevista à emissora pública "BBC", Cameron ressaltou que tem seus "próprios pontos de vista sobre diversos assuntos" que o governo britânico enfrenta, já que o mesmo se prepara para as negociações com Bruxelas para deixar a União Europeia.

"Como ex-primeiro-ministro, é muito difícil sentar na cadeira sem constituir uma enorme distração sobre o que o governo está fazendo", opinou o conservador, que defendeu a permanência na Europa durante a campanha prévia ao referendo.

"O país tomou uma decisão. É uma decisão da qual eu era contra, mas, mesmo assim, foi tomada e espero que o governo tenha sucesso", afirmou o ex-premiê.

Cameron assumiu a liderança do Partido Conservador em 2005 e chegou cinco anos depois a Downing Street, residência e escritório do primeiro-ministro do Reino Unido.

Após as eleições gerais de maio de 2010, Cameron se aliou com os liberais-democratas para formar um governo de coalizão que pôs fim a mais de dez anos de Executivos trabalhistas.

No ano passado, Cameron obteve as cadeiras suficientes para governar sozinho e começou uma legislatura marcada pela convocação da consulta sobre a União Europeia.

Após a derrota do campo favorável à permanência no bloco comum, a opção que o político conservador tinha liderado durante a campanha, ele cedeu o cargo a May, até então ministra do Interior, que será a encarregada de conduzir o processo de separação da UE.

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