Coalizão armada curdo-árabe anuncia que aceita trégua na Síria

Beirute, 12 set (EFE).- As Forças da Síria Democrática (FSD), uma coalizão armada curdo-árabe, anunciaram nesta segunda-feira que aceitam o acordo de cessar-fogo no território sírio alcançado por Estados Unidos e Rússia.

"Anunciamos que as FSD cumprirão o acordo adotado entre Rússia e EUA", disse o porta-voz desta aliança, o coronel Talal Salu, em comunicado, no qual expressou seu "apreço" pelos esforços internacionais para encontrar uma saída política para o conflito sírio.

Salu manifestou sua esperança de que este acordo de trégua, que deveria entrar em vigor hoje, tenha mais sucesso que o anterior, que foi declarado em fevereiro e fracassou devido a várias violações do mesmo.

O porta-voz das FSD destacou que "o cessar-fogo tem como objetivo criar condições para iniciar um processo político crível, reduzir a violência e fazer chegar ajuda humanitária aos civis sitiados".

As FSD são o agrupamento sírio que mais obteve conquistas na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), que está excluído do acordo. No entanto, a coalizão curdo-árabe também enfrentou outras facções islâmicas e rebeldes do país em algumas ocasiões.

As milícias curdas das Unidades de Proteção do Povo (YPG, sigla em curdo), o componente principal das FSD, também informaram em comunicado que respeitarão o cessar-fogo.

Mesmo assim, as YPG advertiram que "o processo de transição política deve incluir todas as partes políticas, em particular, a administração autônoma democrática, como uma das principais, e outras partes para garantir a continuação de um cessar-fogo permanente".

Os curdos declararam uma administração autônoma em quatro regiões do norte da Síria: Afrin, Kobani, Tel Abiad e Al Jazeera.

Além disso, as YPG renovaram seu compromisso com a luta contra o "Daesh" (acrônimo em árabe do Estado Islâmico) e com a proteção de "todos os grupos que compõem a sociedade nas áreas libertadas".

Além disso, a milícia curdo-síria manifestou seu otimismo de que o acordo entre Washington e Moscou permitirá a união dos esforços na luta contra o EI.

Na nota, as YPG acrescentaram que estão trabalhando para atingir as prioridades da administração autônoma, que são o retorno da estabilidade e da prosperidade e "o fim da ocupação turca".

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