Equador marca interrogatório de Assange em Londres para 17 de outubro

Quito, 12 set (EFE).- A Procuradoria Geral do Equador fixou para o próximo dia 17 de Outubro o interrogatório do fundador do Wikileaks, Julian Assange, asilado na embaixada desse país em Londres, informou nesta segunda-feira o Ministério Público equatoriano em comunicado.

"O procurador Wilson Toainga tomará o depoimento com base em uma folha de perguntas entregue pelo Ministério da Justiça sueco, dentro de uma investigação por um suposto estupro cometido por Assange, assim como uma possível retirada de amostras de fluidos corporais", detalha a nota.

A procuradoria acrescentou que a retirada de amostras seria feita de acordo com o Código Penal equatoriano, "ou seja, com o consentimento da pessoa e sem forçá-la fisicamente".

Sobre Assange, asilado na sede diplomática há quatro anos, pesa uma ordem de detenção ditada em 2010 pelo suposto crime sexual que motivou a abertura de uma investigação preliminar na Suécia.

O jornalista australiano se refugiou na embaixada equatoriana em Londres ao término de um longo processo legal no Reino Unido, que decidiu a favor de sua entrega à Suécia.

A intenção de Assange, de 44 anos, é evitar a extradição ao país escandinavo porque teme ser enviado depois aos Estados Unidos, onde poderia enfrentar um julgamento militar pelos segredos sobre a segurança americana revelados pelo portal Wikileaks.

A Procuradoria Geral do Equador enviou hoje à Suécia um ofício assinado por seu titular, Galo Chiriboga, no qual constam os detalhes da prática do interrogatório.

O Ministério público autoriza a presença na diligência das funcionárias suecas Ingrid Isgren, chefe adjunta da Instrução Sumarial da Procuradoria da cidade de Vasteras; e da investigadora Cecilia Redell, da Polícia Criminal da Unidade de Investigações da Região de Estocolmo.

O ofício enviado pela procuradoria responde a uma solicitação de assistência penal internacional formulada pela Suécia ao Equador em março de 2016, segundo o comunicado, que acrescenta que "o trabalho posterior" ao interrogatório "dependerá da informação entregue por Julian Assange".

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