Pobreza afeta quase 2 milhões de menores de idade na Alemanha

Berlim, 12 set (EFE).- Ao todo, quase 2 milhões de crianças e adolescentes na Alemanha viviam em 2015 em famílias dependentes de ajudas sociais, um número que equivale a 13,2% do total de menores de 18 anos e que representa um aumento de 0,4% com relação a 2011, conforme um estudo divulgado pela Fundação Bertelsmann nesta segunda-feira.

"Nosso novo estudo mostra que as medidas atuais do estado não são suficientes para evitar a pobreza infantil", diz a Fundação em nota enviada à imprensa.

As crianças de famílias de pais solteiros e com irmãos tendem, segundo o estudo, a ser mais afetadas pela pobreza. Em comparação com crianças da mesma idade de famílias com renda regular, as crianças de famílias que recebem ajuda social costumam sofrer isolamento e têm problemas de saúde. Essa população com frequência não tem o próprio quarto e se alimenta de maneira pouco saudável.

Os resultados do estudo são similares neste último aspecto aos de pesquisas anteriores da Fundação Bertelsmann realizadas em março e maio de 2015 e reitera que as consequências em longo prazo da pobreza infantil é algo que até agora não foi suficientemente investigada.

O responsável pelo estudo, Jörg Drager, criticou o fato de o atual sistema de ajudas não levar suficientemente em conta as necessidades concretas de meninos e meninas.

"As ajudas devem ser dirigidas as necessidades das crianças e visar a uma efetiva inclusão social e o crescimento de maneira saudável. As crianças que vivem na pobreza não podem mudar elas mesmas sua situação. Por isso o estado tem uma responsabilidade especial neste aspecto", disse Drager.

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