Câmara dos Deputados decide pela cassação de Eduardo Cunha

Brasília, 12 set (EFE).- A Câmara dos Deputados cassou no final da noite desta segunda-feira o então deputado Eduardo Cunha, ex-presidente da Casa, acusado de corrupção e quem deu o primeiro passo para o processo que levou à destituição da ex-presidente Dilma Rousseff.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou a cassação de Cunha por 450 votos a favor, 10 contra e 9 abstenções.

Cunha renunciou à presidência da câmera no mês de julho, após o Supremo Tribunal Federal suspender suas funções. Ele, em dezembro do ano passado, aceitou as denúncias de irregularidades orçamentárias que custaram o cargo de Dilma Rousseff.

Sobre esse processo, Cunha fez alusão hoje, quando apresentou sua defesa antes da votação, reiterando seu "orgulho" por ter liderado esse trâmite, onde ele afirmou que "ajudou o Brasil a se livrar de um dos governos mais corruptos que teve".

No entanto, o próprio Cunha, quando iniciou o processo contra Dilma, já era investigado por sua suposta participação na rede de corrupção que operou na Petrobras, onde teria recebido aproximadamente US$ 5 milhões em propinas.

A decisão de hoje aconteceu, no entanto, por ele ter mentido na CPI que investiga as corrupções na Petrobras, quando negou ter contas bancárias no exterior.

Essa declaração, feita sob juramento, veio abaixo quando a Justiça da Suíça, que coopera com as autoridades brasileiras em toda a investigação da corrupção da Petrobras, demonstrou que, apesar de negar, Cunha possuía contas em bancos suíços.

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