Rei saudita rejeita a "politização" da peregrinação a Meca

Riad, 13 set (EFE).- O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdelaziz, reiterou nesta terça-feira sua rejeição a "qualquer tentativa de politizar" os ritos da peregrinação muçulmana à cidade santa de Meca, em alusão ao Irã.

Em discurso televisionado durante uma reunião com as delegações e ulemás dos países participantes da peregrinação, o monarca criticou também que trata-se de "cumprir os objetivos políticos ou sectários" durante a mesma.

Abdelaziz fazia referência à inflamada polêmica entre as autoridades sauditas e iranianas pela gestão dos lugares santos e a proibição aos xiitas iranianos de realizar certos ritos, considerados por Riad como políticos e sectários.

No ano passado, pelo menos 1.757 peregrinos morreram, segundo cálculos da Agência Efe, em uma avalanche que a Arábia Saudita responsabilizou um grupo numeroso de iranianos que estava supostamente realizando uma manifestação em sentido contrário ao dos demais fiéis.

O rei também expressou sua rejeição ao terrorismo, que "fez perder a coesão dos muçulmanos", por isso que é -afirmou- "necessário erradicar esta praga".

Na reunião, realizada em um palácio na zona de Mina, também pronunciou um discurso o secretário-geral da Liga do Mundo Islâmico, Mohammed al Issa, que disse que sua instituição respaldará a aliança islâmica em sua luta contra o terrorismo.

Issa denunciou que "a rede do terrorismo ganhou força com a infiltração de sua ideologia em todos os países do mundo".

Mina, Muzdalifah e o Monte Arafat, junto a Meca, são as zonas que acolhem os ritos da peregrinação, um dos cinco pilares do islã, junto à "shahada" (profissão de fé), a esmola, a oração e o jejum no mês do Ramadã.

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