Sudão do Sul ameaça processar George Clooney por acusações contra presidente

Juba, 13 set (EFE).- O governo do Sudão do Sul ameaçou nesta terça-feira processar o ator americano George Clooney, que acusou ontem o presidente Salva Kiir e o ex-vice-presidente e líder rebelde, Riek Machar, de enriquecer-se com o conflito no país.

"Vamos encarregar um advogado de apresentar perante os tribunais processos contra George Clooney e John Prendergast", ativista humanitário que fundou com o ator a organização The Sentry, que ontem apresentou um relatório sobre a situação no Sudão do Sul, disse aos jornalistas o porta-voz sul-sudanês, Ateny Wek.

Segundo Wek, o documento apresentado pela Sentry difama o presidente da República sul-sudanesa.

O comunicado divulgado ontem pela ONG assegurava que seu relatório "revela que há altos cargos que conseguiram acumular fortunas graças à corrupção em massa, alimentando e explorando uma guerra civil brutal enquanto suas nações sofrem crises de fome e os horrores do conflito armado, incluindo estupros em massa, povoados arrasados e o uso de crianças-soldado".

O conflito civil no Sudão do Sul começou em dezembro de 2013, quando o presidente sul-sudanês denunciou uma suposta tentativa de golpe de Estado liderada por Machar, pertencente a um grupo étnico diferente.

Em agosto de 2015, o governo e os rebeldes assinaram um acordo de paz que trouxe consigo a formação de um governo de unidade e uma tensa estabilidade, que se viu ameaçada em várias ocasiões.

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