Alemanha alerta sobre existência de falsos lobos solitários ligados ao EI

Berlim, 14 set (EFE).- O serviço secreto da Alemanha alertou nesta quarta-feira sobre o crescente perigo representado por falsos "lobos solitários" jihadistas que, na realidade, atuam sob a direção do grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

"Se trata de indivíduos que aparentemente atuam por conta própria, mas, na realidade, são comandados de forma virtual e por meio de mensagens que vêm do estrangeiro", disse o presidente do Departamento de Defesa da Constituição, Hans-Georg Maassen, depois da prisão de três solicitantes de asilo sírios ontem no país, todos acusados de envolvimento com a organização terrorista.

"Essa forma de atuação representa um especial desafio para os serviços de segurança do país, comparável ao das chamadas células adomercidas", completou o responsável pelo órgão.

O departamento de Maassen alerta, além disso, sobre as interrelações entre três grandes grupos de jihadistas: membros de células adormecidas, os que voltaram à Alemanha após participar de campos de treinamento na Síria e os fundamentalistas infiltrados pelo EI entre os refugiados.

As declarações de Maassen foram dadas depois da prisão de três solicitantes de asilo com passaporte sírio, que supostamente foram introduzidos no país pelas redes do EI. O representante, que não citou especificamente o caso, indicou que o jihadismo está amplificando sua atuação na chamada "guerra híbrida", com crescente intervenção nas redes sociais e na internet de forma geral.

Segundo dados do Departamento de Defesa da Constituição, a Alemanha abriga 9.200 membros da minoria salafista, frente aos 4.000 que tinham sido detectados em 2011 e os 7.500 de meados de 2015.

Os três solicitantes de asilo presos ontem foram ligados aos terroristas dos atentados de Paris de novembro do ano passado e possivelmente constituiam uma "célula adormecida".

Suspeita-se que traficantes de pessoas que levaram os terroristas ao país foram os mesmos responsáveis pela viagem dos três sírios à Alemanha em novembro de 2015. O grupo teria passado de Turquia até Grécia e depois através da Rota dos Bálcãs.

O ministro do Interior, Thomas De Maizière, reiterou ontem a relação dos detidos com os terroristas da França, que provocaram a morte de 130 pessoas contra a casa de shows Bataclan e outros locais de Paris.

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