Cristina Kirchner critica gestão de Macri e afirma que há fome na Argentina

Buenos Aires, 14 set (EFE).- A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, criticou nesta quarta-feira a gestão de seu sucessor, Mauricio Macri, e garantiu que no país "hoje há fome", motivo pelo qual voltou a pedir aos dirigentes kirchneristas a criação de uma "frente nacional" contra o governo.

Em um ato na sede da Associação de Trabalhadores do Estado (ATE) em Buenos Aires, a ex-presidente pronunciou um extenso discurso no qual fez também uma crítica À situação atual do kirchnerismo e no qual evitou mencionar as causas judiciais nas quais está sendo investigada.

Cristina reivindicou, por outro lado, que o discurso esteja focado "sobre os eixos básicos" e em "unificar as discussões nos problemas cotidianos do povo".

"Na Argentina hoje há fome. As professoras voltaram a ter de comprar mantimentos porque as crianças chegam à escola sem café da manhã. Há fome porque cresceu a desocupação e o dinheiro não chega ao final do mês", declarou.

A ex-presidente se referiu ao protesto desta quarta-feira na Praça de Maio, em Buenos Aires, onde pequenos produtores ofereceram 20.000 quilos de verdura em protesto pela precariedade que sofrem devido à falta de terras.

"Quando via as mãos estendidas por uma bolsa de verduras me senti muito mal, me senti inútil", lamentou Cristina.

Para a ex-presidente, essas imagens evocam 2000 e 2001 - ano no qual explodiu a última grande crise econômica no país -, quando, segundo disse, os pobres brigavam entre eles pela comida.

"Voltamos a ter imagens de um passado que acreditávamos ter sido definitivamente sepultado", acrescentou.

Em seu discurso, Cristina, que ainda não decidiu se concorrerá nas eleições legislativas do próximo ano, considerou que é necessário convocar "a construção de uma grande frente popular" que volte a representar cada um dos "prejudicados e agredidos" pela política atual.

Cristina Kirchner foi recentemente convocada a prestar depoimento em outubro por uma causa que investiga supostas irregularidades na concessão de obras públicas durante o kirchnerismo, enquanto em abril teve que sentar-se perante um juiz por suposto prejuízo econômico ao Estado pela venda de contratos futuros dólar no Banco Central no final de seu mandato.

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