Ex-militares pedem indenização ao Chile por "coações" sofridas na ditadura

Santiago do Chile, 14 set (EFE).- Um grupo de 485 ex-recrutas que cumpriram seu serviço militar obrigatório entre 1973 e 1990 exigiu nesta quarta-feira uma indenização do Estado do Chile por ter sofrido violações aos direitos humanos durante a ditadura de Augusto Pinochet.

Segundo fontes judiciais, o processo foi apresentado pela advogada Carola Canelo no Palácio dos Tribunais de Santiago do Chile "por coações sofridas" durante o regime militar.

A quantia de dinheiro que exigem do Estado chileno foi mantida em segredo, mas assinalaram que uma das alternativas é o pagamento de uma pensão vitalícia para cada afetado.

Segundo assinalaram aos jornalistas, nenhum governo, nem da direita nem da centro-esquerda, foi capaz de reparar os milhares de recrutas que realizaram o serviço militar obrigatório entre os anos que durou a ditadura.

O processo conta com o patrocínio da Corporação Nacional para a Integração dos Direitos Humanos dos Ex-Recrutas, que agrupa mais de mil ex-integrantes do exército chileno.

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