Manila diz à ONU Duterte "é um defensor dos direitos humanos"

Manila, 14 set (EFE).- O governo das Filipinas respondeu nesta quarta-feira às críticas do comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein, e afirmou que o presidente do país, Rodrigo Duterte, "é um defensor dos direitos humanos".

"O presidente Duterte é um defensor dos direitos humanos, mas ao mesmo tempo acredita que os direitos humanos não podem servir de desculpa para permitir que as drogas proliferem no país", disse o porta-voz da presidência das Filipinas, Ernesto Abella, em comunicado de imprensa.

Abella indicou que Duterte é um advogado de carreira que conhece os limites de seu poder, da autoridade que emana da Chefia do Estado, de onde acaba a legalidade e começa a ilegalidade.

O porta-voz da presidência inclusive citou a parte do discurso de posse do líder, pronunciado em 30 de junho, na qual afirmou que seu compromisso com a lei é "inquebrantável".

Por sua vez, a representante do governo filipino perante as Nações Unidas, Cecilia Rebong, afirmou hoje perante a ONU que o respeito das Filipinas pelos direitos humanos é "contundente e inflexível".

Os comentários do governo das Filipinas respondem à crítica feitas na terça-feira pelo comissário da ONU para os Direitos Humanos em Genebra sobre a campanha contra a droga de Duterte.

"O povo das Filipinas tem direito a instituições judiciais imparciais que operam com as garantias do devido processo e a uma polícia que serve à Justiça", disse Zeid na inauguração do Conselho de Direitos Humanos.

Zeid opinou que o "desprezo pelas normas internacionais de direitos humanos" manifestado por Duterte "revelam um falta chocante de compreensão sobre o que são as instituições e os princípios que mantêm as sociedades seguras".

Duterte ganhou com folga as eleições presidenciais das Filipinas realizadas em 9 de maio de 2016 com uma mensagem populista, na qual prometeu acabar com a praga da droga em seus primeiros seis meses de mandato.

Quase 3 mil supostos narcotraficantes morreram desde que começou a governar, 1.466 em operações policiais e 1.490 pelas mãos de grupos de "atentos".

De acordo com a polícia, mais de 16 mil supostos traficantes e consumidores foram detidos e 700 se entregaram às autoridades, e o fornecimento de entorpecentes teve uma redução de 90%.

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