Obama suspende sanções de Costa do Marfim por progressos após guerra civil

Washington, 14 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, emitiu nesta quarta-feira uma ordem executiva para suspender as sanções econômicas vigentes sobre a Costa do Marfim, graças ao "progresso extraordinário" feito pelo país africano desde o fim da guerra civil, em 2011.

Em comunicado, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Ned Price, destacou em particular as bem-sucedidas eleições presidenciais de outubro de 2015 na Costa do Marfim e as melhorias no combate ao tráfico de armas e recursos naturais. Por isso, Obama decidiu pôr fim à declaração de emergência emitida em fevereiro de 2006 pelo então presidente americano George W. Bush e, em consequência, suspender as sanções relacionadas.

"A Costa do Marfim tomou medidas significativas para fortalecer suas instituições de governo e econômicas, e reconciliar as diferenças que levaram à guerra", sustentou Price no comunicado.

Entre os desafios pendentes, o porta-voz citou as dificuldades derivadas da reforma agrária no país e garantir que "os benefícios do crescimento econômico são percebidos em toda a população".

A última crise da Costa do Marfim começou em 2010 quando o então presidente, Laurent Gbagbo, se negou a aceitar sua derrota eleitoral, apesar da pressão internacional. Depois de 3 mil mortos e milhares de deslocados em seis meses de combates, o conflito terminou em abril de 2011 quando as forças leais ao ganhador das eleições, Alassane Ouattara, com o apoio da França e da Organização das Nações Unidas (ONU), detiveram Gbagbo e sua esposa.

Em abril deste ano, o Conselho de Segurança da ONU anunciou que encerrará à missão das Nações Unidas na Costa do Marfim (Onuci) em 2017 por considerar que o objetivo foi cumprido. Em outra resolução aprovada em paralelo, o principal órgão de decisão da ONU determinou suspender todas as sanções que ainda pesavam sobre o país africano. EFE

mb/cdr

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