Papa celebra missa em homenagem a padre morto na França por terroristas

Cidade do Vaticano, 14 set (EFE).- O papa Francisco desejou nesta quarta-feira que todas as denominações religiosas reconhecessem que "matar em nome de Deus é satânico", durante a missa de sufrágio que celebrou pelo padre francês Jacques Hamel, assassinado no mês de julho por dois jihadistas em sua igreja na França.

"Os cristãos que hoje sofrem na prisão, com a morte ou com a tortura por não renegar Jesus Cristo nos mostram a crueldade desta perseguição e esta perseguição que nos pede a apostasia, é, digamos, satânico", disse Francisco, na missa celebrada na capela da Casa Santa Marta, sua residência no Vaticano.

E acrescentou: "Quanto gostaríamos que todas as denominações religiosas dizem: matar em nome de Deus é satânico".

No altar da capela foi colocado para a missa uma foto de Jacques Hamel, de 86 anos, que foi assassinado no dia 26 de julho, enquanto celebrava uma missa na paróquia de Saint Étienne du Rouvray, na Franca, por dois terroristas de 19 anos, quando foi obrigado a se ajoelhar e acabou sendo degolado.

O pontífice argentino falou em sua homilia dos mártires e assegurou que hoje em dia "há mais mártires cristãos que nos primeiros tempos" pois os cristãos "são assassinatos, torturados, presos, degolados... porque não renegam Jesus Cristo".

E entre eles, disse Francisco, "se encontra nosso pai Jacques. Que faz parte desta cadeia de mártires".

O papa concluiu sua homilia pedindo que se rezasse pelo padre francês porque "é um mártir e os mártires são abençoados. Nós temos que orar por ele para nos dar bondade, a fraternidade, a paz e também a coragem de dizer a verdade: matar em nome de Deus é satânico", finalizou.

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