Argentina voltou ao mundo, não há melhor lugar para investir, afirma Macri

José Antonio Vera e Pedro Damián Diego.

Buenos Aires, 15 set (EFE).- A Argentina é um país que "voltou ao mundo", afirmou seu presidente, Mauricio Macri, em entrevista exclusiva concedida à Agência Efe em Buenos Aires e na qual se mostrou firmemente convicto de que não há melhor lugar para investir.

Macri abordou na entrevista todos os temas apresentados, desde os econômicos, políticos, sociais e esportivos, até sua ideia de como devem ser as relações de seu país com a América Latina, com a Espanha e com o resto do mundo.

A entrevista coincidiu com o Fórum de Negócios e Investimentos da Argentina, que contou com mais de 2 mil participantes do mundo da empresa e as finanças de todos os continentes e onde, segundo o chefe do Estado, "muitos dos que vieram chegaram à conclusão de que não há melhor lugar para investir neste momento no mundo", e que não existe outro país "com as potencialidades de crescimento".

Com a intenção de que "todos os empresários do mundo" acompanhem a Argentina "neste novo desenvolvimento", Macri se mostrou otimista e esperançoso de que em três anos a inflação seja de valores de um dígito - "como está a maioria de países do mundo", afirmou - em vez dos mais de 20% atuais.

A Argentina é hoje "a grande oportunidade" também para as empresas espanholas, segundo Mauricio Macri, e sobretudo para aquelas que sobreviveram à ultima década, que foi muito dura para muitas e "hoje estão mais fortes do que nunca para apostar e crescer" com o país.

Em relação ao cenário latino-americano, Macri se referiu especialmente à Venezuela e lamentou que a cada dia esteja "pior", já que, segundo sua opinião, a cada dia que passa "mais gente sofre as consequências, a cada dia vale menos a vida das pessoas, cada vez mais são violados os direitos humanos, e claramente a América Latina não pode dar as costas para o que está acontecendo".

Para Macri, a Venezuela "não cumpriu os requisitos" nem cumpre o que acredita que deve ser "para fazer parte do Mercosul", bloco ao qual pertence e a cuja presidência rotativa pretende assumir com a aberta oposição de Argentina, Brasil e Paraguai.

Sua relação com o papa, a quem conheceu muito de perto quando Francisco era arcebispo de Buenos Aires e Macri prefeito da cidade, foi outro dos temas abordados. O presidente aproveitou para evidenciar sua "boa relação" com o pontífice e o "respeito mútuo".

"Vou em outubro a Roma para a santificação do padre (José Gabriel) Brochero, e (o papa) me pediu que vá com minha mulher e com minha filha, Antonia, que tem quatro anos, que ele quer cumprimentar outra vez. O deixo como parte das interpretações, que às vezes são errôneas", afirmou o chefe do Estado.

O presidente abordou às claras o controverso assunto da desapropriação da filial argentina da companhia petrolífera espanhola Repsol por parte do governo de sua antecessora, Cristina Kirchner, em 2012.

Para ele, foi "uma desapropriação, foi um confisco que, com o tempo, se transformou em uma desapropriação".

"Como tantas coisas equivocadas que o governo anterior fez, o melhor negócio acabou sendo feito pela Repsol, porque vendeu com o maior preço do petróleo quando o petróleo já valia um quinto", ressaltou.

Macri também falou sobre os movimentos políticos populistas, como o partido Podemos, da Espanha, que segundo ele geram expectativas que não correspondem com a realidade "e depois produzem frustração, desgosto, violência e destruição do futuro".

No campo esportivo, Macri, que já foi presidente do Boca Juniors, não poupou elogios a dois compatriotas - o atacante Lionel Messi, do Barcelona, e o técnico do Atlético de Madrid, Diego Simeone.

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