Coreia do Norte defende seus testes nucleares como medida de proteção

Ilha Margarita (Venezuela), 15 set (EFE).- A Coreia do Norte assegurou nesta quinta-feira, durante a 17ª Cúpula do Movimento de Países Não-Alinhados (MNOAL), que os testes nucleares que vem realizando são uma medida do governo para proteger a população de supostas forças hostis.

"Somente o armamento nuclear pode ser uma proteção. Os testes que realizamos recentemente são uma medida contra as ameaças e as sanções das forças hostis, incluindo os Estados Unidos", disse o chanceler norte-coreano, Ri Yong Ho, durante a reunião de ministros de Relações Exteriores da cúpula na Ilha Margarita, na Venezuela.

Yong Ho afirmou que a Coreia do Norte enfrenta atualmente "o maior Estado nuclear do mundo", em alusão aos EUA, que, segundo afirmou, realizou exercícios militares sem precedentes na Península da Coreia com o quais lhes "restringiram a possibilidade de defender-se".

Sobre estas manobras do exército americano, o chanceler garantiu que ocorreram várias vezes durante este ano, para o que mobilizaram "meio milhão de tropas utilizando todo tipo de ativos estratégicos, incluindo bombardeiros estratégicos nucleares e submarinos nucleares".

O chanceler norte-coreano ressaltou que estas operações têm o objetivo de "decapitar a liderança e ocupar a capital do país", e ainda acusou os americanos de persistirem em uma tentativa de isolar a Coreia do Norte.

Por isso, Yong Ho considerou inevitável que seu país escolhesse a opção do armamento nuclear "após ter feito tudo para salvaguardar a segurança nacional em vista das ameaças constantes que provêm dos Estados Unidos".

Além disso, afirmou que o governo norte-coreano está fazendo "todos os esforços para deter as ameaças nucleares dos Estados Unidos" e para conseguir a desnuclearização global no futuro.

No entanto, Yong Ho ressaltou que o povo da Coreia está "pronto" para fazer um "contra-ataque contra a provocação dos inimigos".

Por último, questionou as sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas contra a Coreia do Norte por seus testes nucleares.

A plenária de chanceleres, que se estenderá até amanhã, acontece depois de dois dias de reuniões entre as comissões técnicas de política e economia social do MNOAL e antes da conferência de chefes de Estado e de governo, que está marcada para 17 e 18 de setembro. EFE

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(foto) (vídeo)

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