EUA afirmam que, sem ajuda humanitária, acordo na Síria está em risco

Washington, 15 set (EFE).- O Departamento de Estado dos Estados Unidos reconheceu nesta quinta-feira que, sem distribuição de ajuda humanitária, o cessar-fogo na Síria se arrisca a uma "ruptura" e disse confiar que a Rússia usará sua influência para que Damasco permita a passagem dos comboios.

O porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, disse que o cessar-fogo iniciado na segunda-feira está sendo respeitado, embora "não seja perfeito" e haja confrontos, mas que o nível de violência é muito inferior ao registrado antes de 12 de setembro.

"Em geral, a cessação de hostilidades está sendo mantida. Não é perfeito. Esperávamos um começo desigual, mas o que estamos vendo é que vale a pena continuar", comentou Toner.

"O objetivo é alcançar uma redução da violência de 100% (...) Vimos uma redução significativa da violência, mas necessitamos que o esforço humanitário comece a se consolidar, porque é uma parte intrínseca do acordo", explicou Toner.

O porta-voz reconheceu que a distribuição da ajuda humanitária durante a cessação dos combates é "fundamental" e que a ausência de cumprimento desse requisito, que estava incluído no plano de trégua estipulado entre Estado Unidos e Rússia, seria "motivo de ruptura" do acordo.

O plano elaborado entre as duas potências com influência em grupos opositores e no governo de Damasco contempla um cessar- fogo de uma semana após o qual as operações de Washington e Moscou para luta contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI) serão coordenadas de perto.

Toner garantiu disse que, para aproveitar o cessar-fogo iniciado na segunda-feira para que a ajuda humanitária seja distribuída em cidades como Aleppo, se deve esperar que o regime de Bashar al Assad autorize a passagem segura dos comboios das Nações Unidas.

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, expressou hoje sua frustração pela impossibilidade que Moscou e Washington garantam a passagem da ajuda humanitária com a permissão do regime de Assad.

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