Macri diz que desapropriação de Repsol foi "abuso" anticonstitucional

Buenos Aires, 15 set (EFE).- A desapropriação da Repsol por parte do governo de Cristina Kirchner, em 2012, foi "um abuso" e "uma violação da Constituição" da Argentina, afirmou o presidente do país, Mauricio Macri, em entrevista exclusiva concedida em Buenos Aires à Agência Efe.

"Isso não foi uma desapropriação, foi um confisco que, com o tempo, se transformou em uma desapropriação", ressaltou o chefe de Estado argentino.

"Como tantas coisas equivocadas que o governo anterior fez, o melhor negócio acabou sendo feito pela Repsol, porque vendeu com o maior preço do petróleo quando o petróleo já valia um quinto", ressaltou.

"A realidade é que nada justifica violar a Constituição de nosso país. Temos uma Constituição nacional maravilhosa, e é preciso respeitá-la, e sobre ela será construída a Argentina grande com a qual sonhamos", acrescentou.

Perguntado se espera realmente que as empresas espanholas voltem à Argentina, Macri disse que há muitas razões para isso: "porque somos irmãos, temos uma longa história, eu sou neto de descendentes de espanhóis; a metade da Argentina o é, e os espanhóis nos conhecem mais que ninguém e sabem quem é quem e interpretar a realidade da Argentina".

Para Macri, os espanhóis "são os primeiros que se deram conta de que a Argentina voltou ao mundo. A Argentina é hoje a grande oportunidade e, sobretudo, aqueles que sobreviveram à última década, que foi muito dura para muitas empresas espanholas, hoje estão mais fortes do que nunca para apostar e crescer conosco.

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