Hillary pede que Trump se desculpe por questionar cidadania de Obama

Washington, 16 set (EFE).- A candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, exigiu nesta sexta-feira a seu rival republicano, Donald Trump, que se desculpe com o presidente Barack Obama e com todos os americanos por ter colocado em dúvida o local de nascimento do líder.

"Barack Obama nasceu nos Estados Unidos, simplesmente assim, e Donald Trump deve a ele e ao povo americano uma desculpa", enfatizou Hillary durante um ato de campanha com mulheres negras em Washington.

A candidata também acusou Trump de ter fundado sua campanha sobre a "intolerável mentira" de que Obama não nasceu nos Estados Unidos.

Trump está há anos questionando se Obama é americano, apesar de o presidente ter publicado em 2011 sua certidão de nascimento na qual demonstrou ter nascido no Havaí em 1961.

A polêmica voltou a ter evidência por causa de uma entrevista ao jornal "The Washington Post" publicada na quinta-feira na qual o magnata não quis reconhecer que Obama nasceu em solo americano e afirmou que falaria dessa questão "no momento oportuno".

Após a publicação dessa entrevista, um porta-voz da campanha de Trump, Jason Miller, emitiu um comunicado no qual disse que o magnata "acredita que o presidente Obama nasceu nos Estados Unidos".

Mas a primeira de hoje, em entrevista à emissora "Fox", Trump garantiu que foi realmente Hillary "que começou" a controvérsia sobre o local de nascimento de Obama durante as primárias democratas nas quais ambos se enfrentaram em 2008.

Já o presidente Barack Obama não se absteve do tema e afirmou hoje que espera que a disputa pela Casa Branca se centre em assuntos mais "sérios".

"Minha esperança seria que as eleições à presidência reflitam assuntos mais sérios do que isto", comentou brevemente Obama aos jornalistas ao término de uma reunião no Salão Oval.

Obama disse estar "muito seguro" sobre seu local de nascimento e acredita que "a maioria" dos cidadãos também está, após afirmar que "há muito por fazer" e evitar entrar na polêmica.

Espera-se que Trump aborde esta polêmica em um discurso que pronunciará ainda hoje em um hotel de Washington. EFE

mb/ff

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