Oposição venezuelana manterá protestos se não houver anúncio sobre referendo

Caracas, 16 set (EFE).- A oposição da Venezuela reunida na aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD) disse nesta sexta-feira que seguirá convocando manifestações se na próxima segunda-feira o Poder Eleitoral não oferecer informações sobre os detalhes do desenvolvimento da fase seguinte de requisitos para ativar o referendo para revogar o presidente Nicolás Maduro.

"Se não houver pronunciamento na próxima segunda-feira, nós voltaremos a nos mobilizar para seguir exigindo a data dos 20%", disse o secretário-executivo da MUD, Jesús Torrealba, ao se referir à coleta de apoio para o referendo equivalente a 20% do número de eleitores registrados, o que se traduz em quase 4 milhões de cidadãos.

O porta-voz da coalizão fez esse anúncio durante uma entrevista coletiva na qual indicou que a oposição lutará pela realização desta fase, assim como fez para a primeira etapa de requisitos, na qual era necessário o apoio de 1% dos eleitores registrados.

Hoje a oposição se mobilizou em vários estados do país para exigir ao Conselho Nacional Eleitoral que anuncie a data do último passo para se ativar o referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro.

A manifestação foi chamada de "A Cúpula do Povo" em alusão à 17ª Cúpula do Movimento de Países Não-Alinhados (NAM, sigla em inglês), que acontece em Ilha Margarita, e para a qual foram convocados chanceleres e chefes de Estados de 120 países, um evento que a MUD rejeitou ao assinalar que o país está em crise.

O representante da MUD no Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Juan Carlos Caldera, disse que a manifestação também buscava mostrar aos presentes à Cúpula do NAM que a Venezuela vive uma crise.

"Saibam que na Venezuela há mais de 14 milhões de venezuelanos que comem apenas duas vezes por dia". "Lá onde vocês estão, em Margarita, o povo sofre com as condições dos serviços públicos, sofre com o desabastecimento, com o alto custo da vida", garantiu Caldera.

O CNE decidiu suspender as atividades nesta sexta-feira em razão dos protestos da oposição, pois os considerou uma ameaça para a segurança dos trabalhadores dessa instituição.

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