Rússia presidirá a CEI em 2017 apesar dos protestos da Ucrânia

Moscou, 16 set (EFE).- A Rússia presidirá a organização internacional pós-soviética Comunidade dos Estados Independentes (CEI) em 2017, apesar dos protestos da Ucrânia, que denunciou a anexação da Crimeia e a intervenção russa no conflito na região de Donbass, no leste de seu território.

"Como é conhecido, infelizmente a Ucrânia não assinou nem ratificou a carta de fundação da CEI, por isso, o país dificilmente pode fazer propostas sobre o trabalho desta organização", disse Putin nesta sexta-feira durante a cúpula realizada em Biskek, a capital do Quirguistão.

Putin voltou a negar que a península da Crimeia foi anexada pela Rússia em março de 2014, e afirmou que sua incorporação à Federação Russa "foi resultado das ações ilegais de certos grupos políticos na Ucrânia que desembocaram em um golpe de Estado".

No marco do 25º aniversário de criação da CEI, idealizada como um mecanismo de "divórcio civilizado" entre as repúblicas da URSS, o líder russo louvou o papel positivo que a organização desempenhou na hora de "conservar os laços próximos de amizade entre seus povos".

O embaixador ucraniano em Biskek, Nikolai Doroshenko, por sua vez considerou inadmissível que a Rússia assuma a presidência da CEI, que foi criada após a desintegração da União Soviética.

"Considerando que a Rússia violou as normas do Direito Internacional, anexou parte do território da Ucrânia e contribuiu para um conflito militar no leste da Ucrânia, Kiev considera inadmissível a concessão da presidência", disse Doroshenko.

O assessor de Putin, Yuri Ushakov, explicou que a Rússia presidirá a CEI "já que os moldávios, aos quais corresponderia a vez, renunciaram à presidência".

Isto ocorre depois que a Ucrânia anunciou o boicote das eleições legislativas russas deste domingo em seu território, onde aproximadamente 80 mil russos podem votar, segundo a Comissão Eleitoral Central russa.

A Rússia ignorou o boicote e anunciou que abrirá seções eleitorais em suas representações diplomáticas e consulados em Kiev, Lviv, Kharkiv e Odessa.

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