Trump diz que Obama "nasceu nos EUA e ponto" e encerra polêmica da cidadania

Washington, 16 set (EFE).- O candidato presidencial republicano, Donald Trump, conclui nesta sexta-feira que o presidente dos EUA, Barack Obama, "nasceu nos Estados Unidos e ponto", depois que em 2011 liderou uma campanha para demonstrar que o líder nasceu no Quênia e não no Havaí.

A polêmica voltou a ficar em evidência por causa de uma entrevista ao jornal "The Washington Post" publicada na quinta-feira na qual o magnata não quis reconhecer que Obama nasceu em solo americano e afirmou que falaria dessa questão "no momento oportuno".

Isso permitiu hoje atrair todos os olhares dos veículos de imprensa a um evento de campanha com veteranos militares no novo "Hotel Trump" na Avenida Pensilvânia de Washington no qual o assunto ganhou de novo importância.

"Hillary Clinton, em sua campanha de 2008, iniciou a controvérsia da certidão de nascimento (de Obama) e eu coloco o ponto final", disse Trump.

"O presidente Barack Obama nasceu nos Estados Unidos e ponto. Agora queremos voltar a nos estabilizar a fazer Estados Unidos mais forte e grande de novo", acrescentou Trump, parafraseando seu lema de campanha.

Apesar do que foi dito por Trump, que não costuma mostrar um grande zelo em ser rigoroso, voluntários da campanha de Hillary nas primárias de 2008, nas quais enfrentou Barack Obama, puseram em dúvida as credenciais patrióticas do então senador por ter vivido no exterior e ter pai queniano, mas não promoveram essa teoria.

Frente a isto, foi Trump quem deu asas a teorias conspiratórias de facções ultraconservadoras que asseguravam que Obama nasceu no Quênia e portanto ficava inabilitado pela Constituição para ser presidente.

Trump investiu dinheiro e percorreu o país assegurando que queria chegar ao fundo do assunto e tinha dúvidas de que Obama não era americano, o que finalmente forçou ao líder a divulgar sua certidão de nascimento para escavar a polêmica, mas o magnata insistiu mesmo assim no tema, que se manteve vivo em alguns foros conservadores. EFE

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