Exército sírio recupera áreas ocupadas pelo EI após ataque da coalizão

Cairo, 18 set (EFE).- O Exército sírio recuperou o controle de todas as áreas que tinha perdido após o bombardeio deste sábado realizado pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos perto do Aeroporto Militar de Deir ez Zor, no leste da Síria, e que já tinham ocupado jihadistas do Estado Islâmico (EI), informou a agência estatal "Sana".

Os militares lançaram uma "operação rápida e precisa" com fogo pesado contra os jihadistas e com isso cnseguiram retomar também Monte Zarda, uma posição considerada estratégica com vistas ao aeroporto de Deir ez Zor e uma fonte de renda vital para proporcionar provisões às unidades militares e da cidade na região, acrescentou a agência.

Segundo as autoridades militares sírias, quatro aviões de combate americanos tinham entrado no espaço aéreo sírio e atacaram posições do Exército no monte Zarda, o que permitiu aos terroristas do EI apoderar-se da montanha.

O Departamento de Defesa dos EUA admitiu, como denunciou o governo sírio, que é "possível" que bombardeios da aviação internacional tenham atingidos pessoal e veículos do Exército sírio, mas evitou confirmar o caso oficialmente.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, que ouviu fontes dentro do aeroporto, pelo menos 30 membros das forças do regime sírio morreram na ação.

Horas antes, as Forças Armadas sírias disseram que o bombardeio, que aconteceu no penúltimo dia da trégua conseguida na Síria por mediação dos governos em Washington e Moscou, aconteceu às 14 GMT (11h em Brasília) no monte Zarda. O comunicado militar também indicou que o ataque produziu mortos entre os integrantes do Exército regular, mas não precisou o número.

As Forças Armadas sírias acusaram os Estados Unidos de abrir o caminho "de maneira clara", com este bombardeio, o "Daesh" (acrônimo árabe do EI), que aproveitou a situação para tomar o controle da área.

Desde o dia 9, está vigente um cessar-fogo na Síria, marcado para terminar à meia-noite de amanhã. No entanto, na trégua não estão incluídos os territórios controlados pelo grupo terrorista EI, contra os quais tanto a coalizão internacional liderado pelos Estados Unidos quando a aviação russa e a Síria seguiram lançando ataques.

De Moscou, o Ministério da Defesa russo informou que nesse ataque aéreo da coalizão liderada pelos Estados Unidos 62 soldados do Exército sírio morreram e 100 ficaram feridos.

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