Venezuela pede "refundação" do sistema das Nações Unidas

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu neste sábado aos membros do Movimento de Países Não-Alinhados (MNOAL) a refundar e democratizar o sistema e o funcionamento da Organização das Nações Unidas (ONU).

"As Nações Unidas que nasceram do pós-guerra de 1945 precisam de uma profunda transformação. Falou-se em reforma, nós preferimos falar em refundação, em uma nova fundação do sistema das Nações Unidas", disse Maduro ao inaugurar a cúpula de chefes de Estado e de governo do MNOAL após receber a presidência do movimento por parte do Irã.

Na Isla Margarita, onde ocorre a cúpula, Maduro afirmou que a Venezuela, com o comando dos Não-Alinhados, assumirá o "compromisso" de "acelerar os processos de transformação da ONU para "conseguir sua verdadeira democratização".

Entre os objetivos específicos dessa refundação, o líder venezuelano citou a ampliação do Conselho de Segurança, a democratização dos sistemas de direção do governo da ONU e a forma como é administrada a tomada de decisões na organização.

"E este movimento (o MNOAL) tem o patrimônio, tem a força, tem a liderança e os votos para avançar de maneira decidida em processo de concretização e aceleração desses processos de transformação", reiterou Maduro, garantindo que "grandes potências emergentes do sul" apoiam a iniciativa.

O chefe de Estado venezuelano também reforçou seu apoio à Palestina que, segundo ele, sofre uma "massacre" por parte de Israel, e rejeitou o bloqueio econômico dos Estados Unidos a Cuba.

Além disso, Maduro propôs a criação um banco para os países do sul, um fundo de financiamento para o desenvolvimento dos países Não-Alinhados, um projeto de segurança e soberania alimentar e uma Secretária do Sul "como mecanismo de coordenação com o G77 e a China".

A Cúpula do MNOAL, que reúne 120 nações, começou na terça-feira com reuniões entre as comissões técnicas de economia social e política, que foram seguidas por uma sessão plenária de dois dias entre os chanceleres dos países-membros.

Pelo menos sete presidentes, sete primeiros-ministros, seis vice-presidentes e dezenas de chanceleres dos países-membros do MNOAL foram à ilha venezuelana para participar do encontro.
 

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