Eleições de Berlim consolidam crescimento da direita radical alemã

Em Berlim

  • Fabrizio Bensch/ Reuters

    Candidato Georg Pazderski, do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), se prepara em estúdio de TV após as eleições deste domingo

    Candidato Georg Pazderski, do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), se prepara em estúdio de TV após as eleições deste domingo

As eleições regionais realizadas neste domingo (18) em Berlim tiveram como grande derrotada a coligação União Democrata-Cristã (CDU), da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, enquanto a direita radical conseguiu acesso à câmara da cidade-estado e capital do país.

O Partido Social-Democrata (SPD) se manteve como principal força política da região, com 23% dos votos, mas ele não poderá reeditar a coalizão majoritária que compunha com a CDU, que ficou em segundo lugar, com 18%, segundo as projeções das redes de televisão pública "ARD" e "ZDF" após o fechamento das urnas.

A direitista radical Alternativa para a Alemanha (AfD) obteve 12,5% e conseguiu assim representação em mais uma câmara regional, a décima em dois anos, do total de 16 do país.

As legendas tradicionais, SPD e CDU, sofreram notáveis quedas de votos, de cinco pontos percentuais cada uma. Os Verdes e A Esquerda, potenciais novos aliados do prefeito-governador social-democrata Michael Müller em uma coalizão tripartite, obtiveram 16,5% e 15,5%, o que significa uma leve perda para os ecopaficistas e um aumento para os segundos.

O pleito representou ainda o retorno à câmara da cidade-estado do Partido Liberal, que após ficar relegado a extraparlamentar em 2011 obteve agora 6,5%.

As eleições regionais da cidade-estado, com 2,5 milhões de eleitores, aconteceram 15 dias depois das de Mecklenburgo-Pomerânia Ocidental, no leste do país, nas quais a CDU de Merkel sofreu a humilhação de ser superada em votos pela AfD.

Após o pleito de hoje, o partido direitista corre agora atrás de seu grande objetivo declarado, que são as eleições gerais previstas para daqui a um ano, em setembro de 2017.

Nenhuma legenda do espectro ultradireitista obteve até agora representação no parlamento federal (Bundestag), e a própria AfD ficou em 2013 perto de consegui-lo, a poucos décimos abaixo da cláusula de barreira.

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