Sudão ameaça fechar fronteira com Sudão do Sul caso país não expulse rebeldes

Cartum, 18 set (EFE).- O Sudão ameaçou neste domingo fechar a fronteira com o vizinho Sudão do Sul se este não expulsar os grupos rebeldes que combatem contra o governo de Cartum nas regiões do Nilo Azul, Cordofão do Sul e Darfur.

O secretário de Estado de Relações Exteriores do Sudão, Kamal Ismail, disse à imprensa na capital do país que o Sudão do Sul se comprometeu a expulsar os rebeldes dos grupos armados que lutam nessas áreas de seu território e detalhou que o vice-presidente sul-sudanês, Taban Deng Gai, prometeu às autoridades sudanesas durante sua última visita ao país há cerca de um mês que expulsariam aos movimentos insurgentes nos 21 dias seguintes.

"Se o governo em Juba não cumprir este com isso, deteremos as ajudas alimentares que chegam ao Sudão do Sul através da fronteira com o Sudão", ameaçou Ismail.

Ele afirmou que seu governo acompanha com "grande interesse" o cumprimento da promessa por parte do Sudão do Sul e está espera que os grupos rebeldes sejam expulsos.

"É preciso que o Estado sul-sudanês adote a decisão política de tirar os movimentos rebeldes de uma maneira clara", reforçou.

O governo em Cartum acusa o Sudão do Sul de acolher os grupos insurgentes Movimento Popular de Libertação do Sudão-Setor Norte, que luta no Nilo Azul e no Cordofão do Sul, o Movimento para a Libertação do Sudão (MLS) e o Movimento de Libertação e Justiça, ambos presentes na região conflituosa de Darfur.

Em março, o Sudão fez as mesmas ameaças, depois de começar a exigir visto aos cidadãos sul-sudaneses que estavam neste país ou que queriam entrar nele.

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