Jovem palestino morre e outro fica ferido em ataque contra forças israelenses

Jerusalém, 19 set (EFE).- Um jovem palestino morreu e outro ficou gravemente ferido nesta segunda-feira por disparos das forças de segurança israelenses depois que ambos tentaram cometer um ataque com arma branca próximo do Túmulo dos Patriarcas em Hebron, na Cisjordânia, informou a polícia de Israel.

Segundo a porta-voz policial Luba Samri, os dois jovens palestinos, de 17 e 20 anos de idade, são moradores da cidade.

O incidente aconteceu em um posto de controle israelense próximo desse local sagrado, que é venerado pelos muçulmanos como a Mesquita Ibrahim, quando os dois agressores sacaram suas facas e tentaram ferir gravemente agentes da polícia de fronteira israelense posicionados na região, detalhou a fonte.

Uma testemunha citada pela rádio pública israelense relatou que os efetivos de segurança impediram um ataque e dispararam contra os palestinos, que ficaram estendidos e imobilizados no chão.

O fato aconteceu após uma agressão registrada esta manhã junto a um dos acessos da cidadela antiga de Jerusalém ao bairro muçulmano, na parte leste da cidade, quando um palestino de aproximadamente 20 anos, residente no leste, apunhalou dois policiais israelenses, um homem de aproximadamente 45 anos e uma mulher de em torno de 30.

Ambos ficaram feridos, a mulher de extrema gravidade, por várias punhaladas na parte superior do tronco, antes que uma das vítimas disparasse contra o agressor e o deixasse em estado crítico.

No domingo, um oficial do exército israelense foi ferido após ser apunhalado em um assentamento e o agressor palestino acabou ficando gravemente ferido pela ação de resposta dos outros soldados.

Desde a última sexta-feira, pelo menos sete ataques foram registrados contra militares e civis israelenses, segundo os órgãos de segurança israelenses, especialmente no território ocupado da Cisjordânia.

Todos os ataques foram protagonizados por palestinos, menos um ocorrido em Jerusalém Oriental, por um jordaniano, o que fez com que as autoridades em Amã pedissem explicações a Israel sobre o ocorrido.

Os ataques, que se enquadram na onda de violência que começou em outubro do ano passado, já deixaram 231 palestinos mortos até agora, a maioria deles agressores ou supostos agressores de israelenses, e um jordaniano. Os outros perderam a vida em operações israelenses e em manifestações em Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental.

Além disso, os ataques deixaram 36 israelenses e três estrangeiros mortos.

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