Líbano alerta que está à "beira do colapso" por excesso de refugiados

Nações Unidas, 19 set (EFE).- O Líbano, país no qual os refugiados já representam quase 25% da população, pediu nesta segunda-feira ajuda à comunidade internacional e às Nações Unidas por estar vivendo uma situação que "beira o colapso".

"É impensável que o Líbano possa por si mesmo fazer frente a um desafio desta proporção. Isso não pode continuar. São necessários maciços esforços da comunidade internacional", afirmou o primeiro-ministro do país, Tammam Salam, na cúpula sobre refugiados e migrantes realizado hoje na sede da ONU em Nova York.

Salam lembrou em seu discurso que desde o início de 2011 mais de 100 mil sírios nasceram no Líbano, metade deles nos últimos 18 meses. "Apelo deste esta tribuna a todo mundo, especialmente às Nações Unidas, para iniciar um plano urgente", solicitou.

O projeto defendido pelo Líbano prevê, em primeiro lugar, em estabelecer um plano de retorno de forma "digna e segura" para os sírios em três meses. Para isso, o primeiro-ministro citou a necessidade de formas seguras de transporte e recursos para os custos de logística da operação.

Depois, Salam defendeu cotas de repartição de refugiados em toda a região. Além disso, propôs uma negociação para se estabelecer o reassentamento dos sírios em outros locais até o fim deste ano.

O governo do Líbano também reivindica mais financiamento para executar ações em nível local e regional, além de pedir que a ONU lance um programa de arrecadação para assegurar a manutenção do campo de refugiados palestino de Nahr el Bared.

Salam afirmou que seu país está "em perigo", enumerou os esforços realizados pelo Líbano para atender os sírios deslocados, incluindo a educação das crianças que, garantiu, são tratadas como "filhos".

O primeiro-ministro também disse que o trabalho realizado por seu país para evitar que os refugiados cheguem à Europa é "sem precedentes".

"Secretário-geral, quando o mundo vai fazer algo pelo Líbano? Quando a ONU colocará as mãos na massa e promover esforços significativos para ajudar os refugiados e os imigrantes em observância de sua responsabilidade número um: salvaguardar a paz e a segurança", disse, se dirigindo a Ban Ki-moon.

Apesar de a Turquia ser o país que mais recebeu deslocados sírios - 2,5 milhões de pessoas -, o Líbano acolhe proporcionalmente o maior número: 1,5 milhões de pessoas dentro de uma população total do país de 6 milhões.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos