Obama pede a americanos para não sucumbirem ao "medo" após ataques

Nova York, 19 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta segunda-feira aos cidadãos do país para que não sucumbam ao "medo" após os ataques deste fim de semana em Nova York, Nova Jersey e Minnesota.

Obama concedeu uma breve declaração à imprensa em um hotel de Nova York, onde está para participar da Assembleia Geral anual da ONU.

"Em momentos como estes, acredito que é importante lembrar o que os terroristas e extremistas violentos estão tentando fazer. Estão tentando causar dano a pessoas inocentes, mas também querem assustar todos nós", disse Obama.

"Temos um papel como cidadãos em nos certificar de que não sucumbir a esse medo", acrescentou.

Obama ressaltou que nenhum indivíduo ou organização como o Estado Islâmico (EI) "pode em última instância minar" o modo de vida e os valores americanos, e esse é "o tipo de força que será absolutamente crucial não só nos próximos dias, mas também nos anos por vir".

"Mostrar àqueles que querem nos causar dano que nunca vão nos vencer (...) será o ingrediente mais importante para derrotar aqueles que realizam atos terroristas contra nós", reiterou.

Enquanto Obama fazia seu pronunciamento, as autoridades americanas confirmaram a detenção de um suspeito que estava sendo procurado pela Polícia e o FBI por possível vinculação com a explosão de artefatos em Nova York e Nova Jersey.

Trata-se de Ahmad Khan Rahami, um homem de 28 anos com passaporte americano, mas que nasceu no Afeganistão. Ele foi detido pela Polícia após um tiroteio na cidade de Linden, no estado de Nova Jersey.

A Polícia de Nova York acredita que Rahami é o homem que aparece em vídeos gravados por câmeras de segurança na rua 23, no bairro de Chelsea, onde no sábado uma bomba foi detonada e feriu quase 30 pessoas, e na rua 27, onde pouco depois foi localizada outra bomba que não chegou a explodir.

As autoridades em Nova Jersey também acreditam que ele pode ter ligação com a explosão de uma bomba na manhã de sábado na cidade de Seaside Park, antes do início de uma corrida de rua.

Segundo Obama, até o momento as autoridades não encontraram nenhuma "ligação" entre os casos de Nova York e Nova Jersey e o ataque em um centro comercial de Minnesota, realizado no sábado por um suposto simpatizante jihadista e que deixou nove feridos.

O presidente lembrou que o FBI está investigando o episódio de Minnesota como um "possível ato de terrorismo".

Embora Obama não tenha falado sobre possíveis conexões com o terrorismo internacional dos três casos do fim de semana, enfatizou que os Estados Unidos continuarão "liderando" a coalizão global contra o Estado Islâmico, grupo que "está instigando muitas pessoas através da internet a cometer ataques".

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