Polícia ainda não sabe se suspeito por explosões nos EUA agiu sozinho

Nova York, 19 set (EFE).- A polícia ainda não sabe se o homem detido nesta segunda-feira por possíveis vínculos com as explosões deste fim de semana em Nova York e Nova Jersey agiu sozinho, e o FBI também revelou que não tem conhecimento da existência de uma célula terrorista operando na região.

"A prioridade era detê-lo e, agora que ele já está detido, a investigação pode se concentrar em outras coisas, como saber se ele agiu sozinho e suas motivações, mas ainda não sabemos", disse em entrevista coletiva o chefe da polícia de Nova York, James O'Neill.

O detido é Ahmad Khan Rahami, um homem de 28 anos de origem afegã e passaporte americano, que foi detido na cidade de Linden, no estado de Nova Jersey, durante uma troca de tiros com os policiais, na qual acabou ficando ferido.

O agente especial encarregado do FBI, William Sweeney, afirmou nessa mesma entrevista coletiva que sua agência não tem conhecimento de que exista neste momento uma célula terrorista operando na região metropolitana de Nova York.

"Não temos indicação de que haja uma célula operacional. Agora vamos continuar investigando suas atividades para conhecer mais sobre sua presença nas redes sociais, mas não vamos dar mais detalhes porque é uma investigação que está em curso", acrescentou o agente.

O prefeito da cidade Bill de Blasio, por sua vez, disse pela primeira vez que a explosão de sábado no bairro de Chelsea, na qual 29 pessoas ficaram feridas, e a colocação de outro artefato que não chegou a explodir, foram "atos terroristas".

"Agora temos todos os motivos para crer que se tratou de uma ação terrorista", admitiu o prefeito, que evitou mencionar a palavra terror em seus comparecimentos anteriores e se limitou a dizer que tinham sido atos "propositais".

De Blasio elogiou a "rápida" detenção de Rahami e afirmou que, neste momento, as autoridades não estão buscando nenhum outro suspeito, mas voltou a lembrar que seguirá havendo forte presença policial na cidade por causa da realização da Assembleia Geral da ONU.

O prefeito também destacou que esta é a primeira vez que o sistema de mensagens de emergências na rede de telefones celulares de Nova York foi ativado para alertar sobre a identidade do suspeito e pedir a colaboração do público, um sistema que, segundo ele, foi "muito útil".

Já o procurador federal do distrito sul de Nova York, Preet Bharara, disse nessa mesma entrevista coletiva que seu escritório já está trabalhando para apresentar acusações contra o detido, mas não descartou que a procuradoria de Nova Jersey também irá fazê-lo.

"Isto não é uma competição para ver quem apresenta antes as acusações. Aconteceram muitas coisas nas últimas 48 horas e nós já estamos trabalhando de forma minuciosa para preparar o caso", destacou o procurador.

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