Ativistas afirmam que helicópteros sírios e aviões russos atacaram comboio

Beirute, 20 set (EFE).- Helicópteros militares sírios e aviões russos atacaram na noite de segunda-feira o comboio de ajuda humanitária na região de Urum al Kubra, no oeste da província de Aleppo, no norte da Síria, afirmou nesta terça-feira o diretor do grupo de oposição Rede Sham nesta região, Abu Mujahid al Halabi.

Primeiro, "os helicópteros do regime bombardearam Urum al Kubra e se dirigiram ao armazém do Crescente Vermelho para mais tarde atacar o comboio de ajuda", explicou Halabi à Agência Efe em declarações pela internet.

O ativista detalhou que os helicópteros sírios lançaram quatro barris com explosivos e que, em seguida, aviões russos atacaram o local, onde efetuaram mais de dez bombardeios.

Segundo os números revelados por Halabi, pelo menos 12 pessoas morreram nesse ataque, entre funcionários, voluntários e motoristas do Crescente Vermelho da Síria.

Halabi ressaltou que o comboio de ajuda humanitária tinha entrado nessa área com a permissão das autoridades sírias.

"O comboio entrou com a aprovação do regime e atravessou a zona de combates, com o sinal verde das partes, após passar pela região de Al Rashidin, com as garantias (de segurança) do Exército Livre Sírio (ELS)", detalhou Halabi.

O ativista acrescentou que, após atravessar a frente de guerra, o comboio entrou em "uma área livre de combates" no oeste de Aleppo, se afastando do local dos enfrentamentos por cerca de dez quilômetros, até chegar a Urum al Kubra.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, denunciou hoje o "repugnante, selvagem e aparentemente deliberado" ataque contra o comboio humanitário.

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha confirmou hoje a morte de aproximadamente 20 civis, e também de um funcionário do Crescente Vermelho.

Rússia e Síria, por sua vez, garantiram que nenhum de seus exércitos teve envolvimento nesse bombardeio.

Atualmente, operam no território sírio aviões desses dois Estados, assim como os da coalizão internacional liderada pelos EUA contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

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