Ban fala de ataque deliberado a comboio humanitário na Síria e exige justiça

Nações Unidas, 20 set (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, denunciou nesta terça-feira o "repugnante, selvagem e aparentemente deliberado" ataque de ontem contra um comboio humanitário na Síria e exigiu prestação de contas para este e outros crimes.

"Os trabalhadores humanitários que entregavam ajuda eram heróis. Aqueles que os bombardearam são covardes", disse Ban em seu discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas.

"Justo quando pensamos que não poderia ser pior, a marca da imoralidade se aprofunda ainda mais", acrescentou o diplomata.

Ban lembrou que a ONU se viu obrigada a suspender suas ações humanitárias como resultado do ataque de ontem, que atingiu um comboio humanitário das Nações Unidas e do Crescente Vermelho da Síria na região de Aleppo, no norte do país.

No ataque, morreram cerca de 20 civis e pelo menos um funcionário do Crescente Vermelho, segundo confirmou hoje o Movimento Internacional da Cruz Vermelha.

O ataque ocorreu no mesmo dia em que o governo sírio deu por terminada uma trégua de sete dias que tinha sido negociada por Estados Unidos e Rússia.

O ataque não foi reivindicado por ninguém, mas fontes opositoras no terreno indicaram que se trataria de um bombardeio, uma capacidade que caberia ao exército sírio e à força aérea russa, aliada do regime de Bashar al Assad.

No entanto, esses dois exércitos negaram categoricamente sua vinculação com o ataque.

O episódio também fez aumentar a tensão entre Rússia e Estados Unidos, que responsabilizou Moscou e Damasco pela agressão.

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